Foram seis meses de investigação. Para contar a história da rebelião denominada Páscoa Sangrenta, a repórter Bárbara Sá buscou dados em arquivos policiais, judiciais e na memória de quem viveu dias dramáticos, em 2001, no antigo Presídio do Carumbé, atual Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC). Seis morreram em uma carnificina que entrou para história, porque o episódio marca a entrada da primeira facção criminosa em Mato Grosso, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
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No palco do massacre, protagonizaram criminosos hoje muito conhecidos, como Lindomar Alves, o "Nenezão", que na época tinha 19 anos e agora é apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho, o CV, outra facção criminosa que ao longo de duas décadas ganhou espaço no Estado.
"Um fato que me marcou muito foi filhos presenciarem, na condição de reféns, a morte de um dos presos envolvidos no motim", comenta a repórter Bárbara Sá.
Além de ter acesso a documentos, ela foi atrás de testemunhas que não se sentem até hoje em condições de relatar detalhes das cenas violentas que assistiram. Uma delas resumiu o que sente. "Só quero esquecer". Outras se lembram de tudo como se fosse ontem e deram detalhes do caso.
A reportagem respeitou todos os pedidos de preservação da imagem e nomes por medida de segurança.
Em três reportagens da série Investigação Criminal, o
traz o caso da Páscoa Sangrenta, a violenta rebelião que durou quatro dias e foi acompanhada pela imprensa nacional. O nome do motim remete ao Domingo de Páscoa, dia em que terminou o conflito no Carumbé. Na saída dos reféns, eles ganharam ovos de chocolate. As matérias são ilustradas com fotos históricas, e atuais, dos fotógrafos Rodinei Crescêncio e José Medeiros, além de documentos e infográfico. Leia nesta quarta (13).








CHIRRÃO 12/11/2019
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