O promotor de Justiça Paulo Henrique Amaral Motta pediu o adiamento do julgamento da tenente do Corpo de Bombeiros Izadora Ledur de Souza Dechamps, marcado para hoje (13) e amanhã (14). Ledur é acusada de tortura que resultou na morte do jovem Rodrigo Claro, aos 21 anos durante o Curso de Formação de Soldados.
Segundo o promotor, ele está impossibilitado de comparecer por motivo de saúde. A nova data para o julgamento ficou adiada para 23/09/2021, às 13h.
O pedido do MPE foi apreciado pelo juiz da 11ª Vara Criminal e Justiça Militar, Marcos Faleiros que comunicou o adiamento na abertura da sessão de hoje.
É o segundo adiamento do julgamento da tenente que deveria ter ocorrido em janeiro. Contudo, o juiz da 11ª Vara Militar em Cuiabá, Marcos Faleiros, atendeu a um pedido da defesa de adiar para julho sob a alegação de que precisaria de tempo para concluir a preparação final.
Ledur já foi ouvida pelo juiz durante audiência de instrução, ainda no ano passado. Na oportunidade, ela afirmou que o jovem teria demonstrado desequilíbrio nas provas na água e que teria sido a razão de focar o treino de Rodrigo. Alegou que, enquanto bombeiro, ele não poderia “vacilar” em uma ocorrência.
Mas, para o Ministério Público Estadual (MPE), a tenente teria dado “caldos” e afogamentos em Rodrigo como castigo por não ter conseguido um bom desempenho nos treinamentos. Ao pedir a condenação de Ledur, o MPE considerou que, no dia 10 de novembro de 2016, durante o treinamento de atividades aquáticas, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, ela submeteu Rodrigo “intenso sofrimento físico e mental com uso de violência”.
Após sair do treinamento, ele buscou atendimento médico e foi internado em um hospital onde acabou falecendo. Antes do ocorrido, Rodrigo relatou à mãe por mensagens de celular, que temia Ledur por conta do tratamento da tenente com ele.
A morte do soldado Rodrigo Claro completa 5 anos em novembro e a mãe do jovem, Jane Patrício Lima Claro pede que "a Justiça venha, de fato, a acontecer e não aconteça o corporativismo que a gente tem visto acontecer desde o início. Espero, em Deus, que não tenha proteção. Espero somente que a Justiça e a verdade prevaleçam”.
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APOLINARIO GENTIL USKNOV 14/07/2021
A família desse rapaz precisa ficar atenta, não raras são as tramoias para se protelar, protelar, protelar a fim de que o assunto caia no esquecimento e na calada da noite, sorrateiramente determinarem a prescrição do crime. Eles, a família, não devem confiar em quem quer que seja, pois, o instituto da prescrição é resultado da conivência e inercia da cadeia de todos profissionais envolvidos no processo.
Antônio 14/07/2021
A Tenente acabou com duas famílias ...a dela ..e a do soldado ...a mais prejudicada ficou a do soldado ..ela ..que é responsável direta pela morte do soldado ..está viva e pode recomeçar em outra profissão ...e a do soldado ??? Como fica ???
Paulo 14/07/2021
É a nossa justiça. Até quando isso vai enrolar. Isso é sofrido pra família da vitima e também pra acusada.
joana 13/07/2021
ai em setembro vão arrumar outro problema e por ai vai? ate quando a familia do rodrigo vai esperar pra ter um fechamento e condenação da tenente?
4 comentários