O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges Pereira, entrou com pedido de afastamento do prefeito de Campo Novo do Parecis, Rafael Machado (PSL), por causa de uma entrevista dada por ele informando que descumpriria decisão judicial que ordenasse quarentena obrigatória na cidade. O Tribunal de Justiça determinou na noite de ontem (29) que prefeitos sigam o decreto estadual de acordo com a classificação de risco para disseminação do coronavírus.
“Não obstante a advertência expressa que o descumprimento da ordem judicial ensejaria a devida responsabilização, o prefeito do município de Campo Novo do Parecis, senhor Rafael Machado, em manifestação pública, externada por entrevista exclusiva ao site eletrônico de notícias Portal Campo Novo, foi enfático ao afirmar que não cumprirá a determinação judicial, indo além no sentido de incentivar que os comerciantes descumpram a decisão, e abram as portas nesta terça-feira”, diz trecho do pedido.
A reclamação foi distribuída ao desembargador Marcos Machado, do Tribunal de Justiça. José Antônio Borges pede liminar para suspender artigos do decreto municipal nº 61/2020 e nº 42/2021, além de outros que contrariem o decreto nº 874/2021 do Governo do Estado. Além disso, quer o afastamento de Rafael Machado, ficando temporariamente em seu lugar o vice-prefeito, Toninho Brolio (PSL).
Na ação, o chefe do Ministério Público Estadual (MPE) requer que o prefeito fique proibido de fazer qualquer ato gestão, “não podendo sequer utilizar as dependências da Prefeitura Municipal, enquanto durar seu afastamento, o qual se faz necessário enquanto perdurar a decisão proferida nos autos” ou até que o Tribunal de Justiça “julgue que não haverá prejuízo à autoridade do Poder Judiciário com seu retorno”.
Mayke Toscano/Secom-MT
O procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, pediu o afastamento do prefeito
Borges cita, além de responsabilização cível e criminal em relação ao prefeito, também a possibilidade de intervenção judicial no município, caso necessário.
O procurador-geral relata que a decisão da presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, afirma que “o não atendimento da ordem judicial ensejará a devida responsabilização, nos termos da lei”.
O chefe do MPE diz que a entrevista do prefeito em que anunciou e enfatizou que não cumpriria a decisão judicial, e ainda incentivou os comerciantes a descumpri-la, “desafia a adoção de medida enérgica para garantir a autoridade da decisão do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso”.
“Na espécie, não resta outra alternativa para se garantir o cumprimento da ordem judicial, que não seja o afastamento do agente político do exercício do mandato, enquanto se fizer válida a decisão que o referido prefeito anunciou previamente que descumprirá”, aponta.
A reclamação, entende Borges, tem como objetivo garantir que a decisão seja cumprida agora para que a determinação não se torne “inútil” no futuro “sem contar o estímulo a que outros prefeitos façam o mesmo, o que não se pode tolerar”.
“A situação no Município de Campo Novo do Parecis é calamitosa, havendo risco iminente de falta de oxigênio, sedativos e medicamentos (necessários para intubação orotraqueal), no Hospital Municipal de Campo Novo do Parecis, conforme evidencia o ofício nº 092/2021, da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Novo do Parecis”, diz ao citar documento encaminhado em anexo.
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KATIA BURGUETTI 30/03/2021
O povo e os demais prefeitos precisam se unir ao prefeito de Campo novo do Parecis e mostrar para o MPE e o Judiciário "QUEM REALMENTE MANDA" de acordo com o preceito constitucional "TODO PODER EMANA DO POVO"
KATIA BURGUETTI 30/03/2021
Esse nosso MPE nos envergonha
Salas 30/03/2021
O que o MPE deveria fazer é ir atrás de saber onde estão dinheiro para a construção dos hospitais de campanha. Pouca vergonha o povo precisando de apoia a saúde publica, morrendo nas intermináveis filas, e os bonitinhos discutindo qual terno dá mais ostentação.
Teka Almeida 30/03/2021
Já não basta o tumulto da pandemia o MPE na pessoa do seu presidente grava mais ainda o processo. Disseminando a discórdia, mostrando a qualquer custo o autoritarismo e a falta de tato e respeito junto a população de Mato Grosso.
Juvenal 30/03/2021
Agora sim, se alguém tinha duvidas que Juízes magistrados se consideravam um Deus, esta ai a reposta. Eles sabem mais que médicos, comerciantes, farmacêuticos e gestores públicos. Pra que fazer medicina, farmácia se um juiz sabe mais de saúde pública, ou que tipo de medicamento tomar se eles sabem mais que farmacêuticos, ou pra que eleger um politico se eles sabem como gerir a administração publica, e no comercio sabem como funciona, que horas abrir e fechar, como administrar mais que o dono da empresa. Ou seja, vamos colocar juízes pra administrar as cidades, hospitais, farmácias e comercio pois eles sabem tudo. Pode extinguir outras profissoes. São uns iluminados, sabem de tudo, são os deuses da sabedoria. Em 2022 não precisaremos de eleição, é só os magistrados se intitularem eleitos e pronto ja podem assumir os cargos de governo, prefeito e presidente.
Carlos César 30/03/2021
MP virou Cão de caça de Mauro Mendes....
Fabinn 30/03/2021
Morrendo gente e esse povo brincando com a situação. TEM QUE FECHAR SIm
Juliano 30/03/2021
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
luiz alberto 30/03/2021
Querem q o prefeito respeite um decreto, mas impedem que o prefeito corajosamente cumpra o q estabelece a constituição. Que inversão de valores!
9 comentários