O empresário Hallan Gonçalves de Freitas, proprietário da H.G de Freitas-ME, teve acordo de colaboração premiada homologado pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, nesta terça (15), e o alvará de soltura expedido na quarta (16). A decisão de homologação e os termos do acordo, contudo, estão sob segredo de Justiça.
Hallan foi um dos 11 presos da primeira fase da Operação Convescote, deflagrada pelo Gaeco em 20 de junho deste ano. Segundo as investigações, a empresa dele recebeu mais de R$ 778 mil que podem ter sido desviados dos convênios firmados entre órgãos públicos e a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe), da qual também é funcionário.
De acordo com o Gaeco, a empresa de Hallan movimentou valor superior a R$ 1,5 milhão em conta no Sicoob. As movimentações foram efetuadas entre 23 de junho de 2015 e 27 de junho de 2016. Neste período, as maiores depositantes foram a Faespe e a Associação Plante Vida.
A Faespe depositou mais de R$ 778 mil na conta da empresa de Hallan, o que corresponde a 51% dos créditos, enquanto a Associação Plante Vida, quantia superior a R$ 596, 3 mil, ou 39% do total depositado. Os valores resultam de 113 movimentações financeiras.
O Gaeco também aponta que durante o período em que foi monitorado, Hallan sacou somente recursos provenientes da Faespe. Os saques, que eram realizados na agência do Sicoob anexa ao Tribunal de Contas do Estado, foram monitorados pelos investigadores que chegaram a filmar e fotografar as movimentações.
Hallan foi monitorado pelo Gaeco nos dias 28 de junho, além de 4, 9 e 16 de agosto de 2016. Nas quatro ocasiões, estacionou seu Corolla branco, placas QBX 2059, de Cuiabá, no estacionamento do TCE e foi até o Sicoob para realizar os saques.
Os agentes do Gaeco também monitoraram Hallan em conversas com outros presos na operação. No estacionamento, conversou com Cláudio Sassioto, servidor do TCE, apontado como um dos aliciadores das empresas fantasmas. Também manteve contato com João Sassioto, pai de Cláudio, considerado como destinatário de recursos desviados.
Nas dependências do TCE, Hallan foi se encontrar com Marcos José da Silva, então secretário executivo do órgão fiscalizador, no gabinete que ocupava. O preso também foi secretário de Administração de Várzea Grande.
Convescote
A operação investiga um esquema de irregularidades em contrato envolvendo a Assembleia, a Unemat e a Faespe. O convênio firmado possui valor de R$ 100 milhões. A deflagração resultou em 11 prisões e quatro conduções coercitivas.
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