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Judiciário Quarta-feira, 21 de Junho de 2017, 09:16 - A | A

Quarta-feira, 21 de Junho de 2017, 09h:16 - A | A

Empresa de funcionário da Faespe recebe R$ 778 mil da fundação, diz Gaeco veja

Jacques Gosch

Hallan Gonçalves de Freitas, que está entre os 11 presos da Operação Convescote, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), nesta terça (20), é proprietário da H.G DE Freitas-ME. A empresa recebeu mais de R$ 778 mil que podem ter sido desviados dos convênios firmados entre órgãos públicos e a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe), da qual também é funcionário.

A investigação do Gaeco mostra que a empresa de Hallan movimentou valor superior a R$ 1,5 milhão em conta no Sicoob. As movimentações foram efetuadas entre 23 de junho de 2015 e 27 de junho de 2016. Neste período, as maiores depositantes foram a Faespe e a Associação Plante Vida.

A Faespe depositou mais de R$ 778 mil na conta da empresa de Hallan, o que corresponde a 51 dos créditos, enquanto a Associação Plante Vida, quantia superior a R$ 596, 3 mil, ou 39% do total depositado. Os valores resultam de 113 movimentações financeiras.

Galeria: Hallan em ação

O Gaeco também aponta que durante o período em que foi monitorado, Hallan sacou somente recursos provenientes da Faespe. Os saques, que eram realizados na agência do Sicoob anexa ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), foram monitorados pelos investigadores que chegaram a filmar e fotografar as movimentações.

Hallan foi monitorado pelo Gaeco nos dias 28 de junho, além de 4, 9 e 16 de agosto de 2016. Nas quatro ocasiões, estacionou seu Corolla branco, placas QBX 2059, de Cuiabá, no estacionamento do TCE e foi até o Sicoob para realizar os saques.

Os agentes do Gaeco também monitoraram Hallan em conversas com outros presos na operação. No estacionamento, conversou com Cláudio Sassioto, servidor do TCE, apontado como um dos aliciadores das empresas fantasmas. Também manteve contato com João Sassioto, pai de Cláudio, considerado como destinatário de recursos desviados.

Nas dependências do TCE, Hallan foi se encontrar com Marcos José da Silva, então secretário executivo do órgão fiscalizador, no gabinete que ocupava. O preso também foi secretário de Administração de Várzea Grande.

Operação Convescote

A operação investiga um esquema de irregularidades em contrato envolvendo a Assembleia, a Unemat e a Faespe. O convênio firmado possui valor de R$ 100 milhões. A deflagração resultou em 11 prisões e quatro conduções coercitivas.

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Carlos 21/06/2017

Eu tinha certeza que um dia, apesar de acobertada por muita gente, as mazelas dessa FAESPE viria á publico. Estamos vivendo esse dia com a ponta desse iceberg

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1 comentários

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