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Judiciário Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017, 12:11 - A | A

Segunda-feira, 16 de Outubro de 2017, 12h:11 - A | A

Delegado diz que polícia pode ajudar STJ e que só lacuna deve enfraquecer apuração

Eduarda Fernandes

O delegado Flávio Henrique Stringueta, que participou ativamente das investigações relativas aos grampos ilegais, acredita que o caso pode perder força caso o ministro do Superior Tribunal de Justiça Mauro Campbell Marques determine que os trabalhos retornem para o foro em que estavam. O ministro avocou todos os procedimentos investigatórios que estão em curso no Tribunal de Justiça, sob relatoria de Orlando Perri.

Gilberto Leite

ary-soares

Flávio Stringuetta pondera que já esperava que as investigações fossem avocadas para STJ

E, a princípio, uma das consequências da decisão é que a Polícia Civil saia do comando das investigações. “Nada impede que o STJ utilize a Polícia Civil de Mato Grosso para continuar nas investigações. Só enfraquece a investigação se o ministro acabar decidindo que ela deve retornar para cá, porque aí teremos uma lacuna na investigação. Uma lacuna nunca é boa. Agora, se ela for para lá para somar com o que a PGR já tem, não enfraquece, não”, analisa o delegado, em entrevista ao .

Stringueta recebe sem surpresa a decisão. Diz que a subida do processo “demorou até demais”, tendo em vista a “pressão” sofrida desde o início dos trabalhos.

“O MPE se postou contra essa investigação aqui no Estado desde o primeiro instante. Achávamos que, mais cedo ou mais tarde, isso iria acontecer. Cheguei a cogitar que não ficaríamos nem um mês à frente da investigação e ficamos sete. Então, acredito que chegamos muito mais longe do que esperávamos e os resultados foram muito maiores do que a gente previa no início, prisões de secretários, afastamentos de secretários. Diria que a nossa atuação foi extremamente exitosa".

O delegado pondera que ainda não é de conhecimento público o estágio das investigações, sobre o mesmo objeto, que tramitam na Procuradoria Geral da República. Por isso, não sabe dizer se a investigação sofrerá prejuízos por sair das mãos da PJC.

“Porque o doutor Mauro Zaque, em maio, protocolou lá também os documentos que vazaram para a imprensa, foi ouvido lá. Então, já tem uma investigação correndo desde maio que não sabemos em que pé está, de repente eles estão mais avançados que nós. Aí não tem prejuízo”.

Grampos

O suposto esquema veio à tona após o Fantástico divulgar uma reportagem na qual o promotor de Justiça e ex-secretário estadual de Segurança Mauro Zaque afirmou que o governador Pedro Taques tinha ciência desde 2015 da arapongagem, supostamente promovida para obter informações privilegiadas de políticos, jornalista, servidores e médicos opositores à gestão do tucano.

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