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Judiciário Terça-feira, 10 de Janeiro de 2017, 20:49 - A | A

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Juiz bloqueia R$ 4 mi de Blairo e mais 8 por suposta compra de vaga no TCE

Carlos Palmeira e Romilson Dourado

Gilberto Leite

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Segundo Juiz, Blairo teria forçado aposentadoria de Alencar Soares, para Sérgio Ricardo entrar na vaga

O juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, Luiz Aparecido Bertolucci Júnior, concedeu uma liminar o bloqueio de bens de até R$ 4 milhões de oito réus acusados de atuarem na compra de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). A decisão foi assinada nesta segunda (9) pelo magistrado. 

A decisão pede a indisponibilidade de bens do ex-conselheiro do TCE Alencar Soares Filho; do então governador Blairo Maggi (hoje Ministro da Agricultura); do ex-secretário Eder Morais; de Gércio Marcelino Mendonça Junior, conselheiro aposentado do TCE, Humberto Bosaipo; do ex-deputado José Riva; de Leandro Valoes Soares; do ex-governador Silval Barbosa, além de Sérgio Ricardo, cuja decisão determinou o afastamento do cargo. De acordo com a Justiça, ele, em conluio com os outros citados, teriam realizado a compra no cadeira de conselheiro da vaga que era ocupada por Alencar Soares.

Bertolucci apontou, na decisão, a suposta improbidade de cada réu no esquema: Alencar Soares Filho foi responsabilizado por vender sua cadeira no TCE através de recebimento de propina; Blairo Maggi teria forçado a aposentadoria de Alencar Soares (para que Sérgio pudesse entrar na vaga); Éder Moraes foi o mentor e articulador de todo o esquema na esperança de que fosse arranjada outra vaga para atendê-lo; Gércio Júnior foi o operador da compra, tendo efetuado os depósitos referente aos pagamentos das propinas e Humberto Bosaipo utilizou e foi beneficiado com empréstimos que foram chamados de “agrados” do esquema que desviava recursos públicos dos cofres de Mato Grosso. 

O magistrado continua e afirma que Riva participou de reuniões que discutiram como o esquema seria desenrolado e ordenou pagamentos para a concretização da venda do cargo de conselheiro; Leandro Soares forneceu informações e indicou contas para que os pagamentos da propina pudessem ser pagas e Silval Barbosa também teria concordado com a negociata, participado de reuniões e ordenado pagamentos.

Outro lado

O TCE e o conselheiro Sérgio Ricardo informaram, por meio das assessorias, que não foram oficiados da decisão. Sérgio vai se posicionar após tomar conhecimento do inteiro teor da decisão, se possível ainda nesta quarta (11).

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Leonardo 11/01/2017

é uma decisão política em razão da aproximação entre o PSD e Blairo Maggi. O descontentamento de nós do PSD não é somente em relação a espaço, mas ao rumo tomado por essa administração estadual. Quando Fávaro chegou ao PSD a ideia era estar junto ao governador com grande apoio popular, que concluísse as obras da copa e colocasse o estado em pleno desenvolvimento, sem sacrificar direitos adquiridos dos servidores, que são trabalhadores, como qualquer outro. Mas Pedro Taques fez escolhas erradas, se isolou politicamente perdendo apoio em Brasília nessa vingança obstinada contra o PMDB, que ajudou a chegar a Presidência com o impeachment de Dilma; não deu fim as desonerações fiscais seletivas criadas no governo Silval (ponto que criticou muito quando era candidato), e com isso não conseguiu repor a inflação para os servidores, algo que foi feito por todo governador desde 2004 e com previsão constitucional. As rodovias estão abandonadas e apesar do altíssimo IPVA de Mato Grosso está privatizando as rodovias. Enfim, uma lambança. Portanto, não culpem o PSD. Blairo Magi governador e Fávaro senador em 2018. Abraço!

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