O juiz da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, Pierro de Faria Mendes, manteve a prisão preventiva de Paulo Roberto Gomes, advogado apontado como principal suspeito pelo atropelamento e morte da idosa Ilmes Dalmes Mendes da Conceição, de 72 anos, na Avenida da Feb, em Várzea Grande, na última terça-feira (20). Em sua decisão, o magistrado negou também o pedido de prisão domiciliar protocolado pela defesa de Paulo Roberto.
"No caso em análise, a conduta imputada ao acusado revela acentuada gravidade concreta, pois o homicídio teria sido praticado mediante atropelamento, seguido de evasão do local, sem qualquer tentativa de socorro à vítima, evidenciando desprezo pela vida humana e elevado grau de reprovabilidade social", destaca o juiz.
De acordo com a decisão, os representantes jurídicos de Paulo Roberto realizaram o pedido da prisão domiciliar baseados no histórico médico do suspeito, que alegou estar em tratamento de hipertensão arterial, trombose e diabetes mellitus.
No entanto, o juiz esclareceu que as enfermidades, embora demandem acompanhamento médico, "não se mostram incompatíveis com o regime de custódia cautelar, uma vez que se tratam de doenças crônicas passíveis de controle por meio de tratamento ambulatorial, com fornecimento regular de medicamentos e assistência médica pelo sistema prisional".
Pierro declarou também que os documentos médicos juntados pelos advogados do suspeito são datados de julho de 2024, de modo que não há uma comprovação atual de que Paulo Roberto permaneça em tratamento para tais doenças.
Além disso, o juiz reforçou que a tentativa de fuga após o homicídio, a reincidência, a execução penal em curso e o histórico de fraude documental evidenciam que a liberdade de Paulo Roberto representa risco real para a efetividade do processo.
"Além da tentativa de fuga imediatamente após a prática do delito, verifico que o acusado possui histórico de utilização de documento falso com a finalidade de ocultar sua identidade e se eximir de responsabilização penal em crime anterior, inclusive com condenação transitada em julgado, conduta que demonstra deslealdade processual e desprezo pelas instituições de persecução penal", enfatiza o magistrado na decisão.
Histórico criminal
Paulo Roberto possui dois homicídios em seu histórico criminal, sendo o primeiro ocorrido em 1998, quando ele era policial civil no estado do Rio de Janeiro e teria matado o delegado Eduardo da Rocha Coelho a tiros, dentro de uma viatura policial.
À época ele chegou a ser preso, mas conseguiu fugir, vindo para Mato Grosso, onde mudou de nome, tornando-se o empresário Francisco de Ângelis Vaccani Lima. Em 2004, ele teria matado Rosimeire Maria da Silva, de 19 anos, que, supostamente, seria a amante dele. A jovem foi acusada de traição e morreu asfixiada em uma banheira de um quarto de motel, em Juscimeira.
O caso ganhou repercussão devido à atitude a sangue frio de Paulo Roberto, que teria decapitado o corpo da jovem e cortado os dedos dela, em uma tentativa de atrapalhar as investigações policiais. Além disso, ele ainda teria descartado partes do corpo nos rios São Lourenço e das Mortes.
A verdadeira identidade de Paulo foi descoberta após ele prestar depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde ainda teria se jogado do quarto andar do prédio em uma tentativa de fuga. Entretanto, acabou hospitalizado em Cuiabá.
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Nhozinho - cuiabano septuagenário 22/01/2026
Cadê a OAB que não toma atitudes? o cara com uma extensa ficha criminal, matou a esposa e a degolou, matou um Delegado de polícia, ele é de São Paulo e veio aqui para matar meus conterrâneos? se eu ver esse sujeito na rua nem sei do que eu sou capaz, penso que se fosse no outro estado como nordestino a população não aceitaria, mas nós mato-grossenses somos muito pacíficos.
Mauro 22/01/2026
Pela ficha criminal esse caboclo era para está preso, nossa leis são uma piada e ninguém muda,quantos Paulo estão na mesma situação de impunidade. País de m..da
2 comentários