O Tribunal do Júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos de prisão pelo feminicídio da sua então namorada, a adolescente Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, e homicídio de Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.
De acordo com a acusação, o crime ocorreu na madrugada do dia 26 de junho de 2025, por volta das 3h40, em uma residência localizada na Rua Fortaleza, nas imediações do Mini Estádio Municipal de São José dos Quatro Marcos.
Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento de que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, o que já havia motivado desentendimentos anteriores. Na madrugada do crime, ao chegar na casa da adolescente, Millykovik flagrou a jovem e Wallisson juntos em um dos cômodos.
Com uma faca, Millykovik desferiu diversos golpes contra as duas vítimas. O Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas.
Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.
O juiz presidente fixou a pena em patamar elevado e determinou o o cumprimento em regime fechado. A pena total de Millykovik foi fixada em 48 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado.
“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, destacou o promotor de Justiça, Jacques de Barros Lopes.
Em caso de violência, denuncie.
Denúncias de violência doméstica podem ser feitas na Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180. O serviço funciona 24 horas por dia, é gratuito e garante o anonimato.
Em situações de emergência, acione a Polícia Militar pelo telefone 190.
Caso esteja em situação de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha. O pedido pode ser feito em uma delegacia ou de forma virtual, por meio do aplicativo SOS Mulher MT.
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse







