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Judiciário Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026, 07:51 - A | A

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ALVO DA PF

Justiça Federal manda soltar dona do restaurante Tatu Bola; entenda

Advogado Fernando Faria, que faz a defesa da empresária, afirmou que Thatiana Rabelo Mesquita Teodoro foi solta sem fiança

João Aguiar

A Justiça Federal determinou a soltura da empresária Thatiana Rabelo Mesquita Teodoro, dona do restaurante Tatu Bola, localizado na Praça Popular, em Cuiabá. Ela foi solta nessa quinta-feira (27) e já voltou para casa. A informação foi confirmada ao pelo advogado Fernando Faria, que faz a defesa da empresária.

Reprodução

Thatiana Rabelo Mesquita Teodoro

Thatiana tinha sido presa na terça-feira (25). Ela foi alvo da Operação Bóreas, deflagrada pela Polícia Federal de Tocantins. A ação desarticulou um esquema de tráfico internacional de drogas. Além dela, outras duas pessoas também foram presas na operação. O trio foi alvo de mandados de busca e apreensão.

Em conversa com o , o advogado afirmou que Thatiana foi solta sem fiança. “O juiz entendeu que a prisão não é necessária, nunca foi. Quem pediu a prisão foi a Polícia Federal com base em indícios inexistentes”, salienta.

A suspeita, segundo o advogado, é de que Thatiana tenha sido presa por suposto elo com o irmão dela, Márcio Rabello Mesquita Theodoro, que está detido no Tocantins por suspeita de tráfico de drogas. “É coisa dele, não tem nada a ver com ela”.

“A prisão foi baseada em conversas de dois anos atrás. Uma delas, usada pela Polícia Federal, é de 2024. Eu li as duas mil páginas do processo, vi uma conversa normal entre irmãos. Ele estava solto quando os dois conversaram. A prisão foi absurda”, dispara o advogado.

A operação

A operação foi deflagrada pela PF e pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (Ficco/TO). Além das prisões e das buscas, foram executadas medidas de apreensão de aeronaves, bloqueio e sequestro de bens e valores, determinadas pelo Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas. 

As investigações indicam que o grupo criminoso era responsável pela organização de voos, pela utilização de aeronaves e de pistas clandestinas, além do suporte logístico necessário ao transporte de cocaína e de armas de fogo provenientes da Bolívia e do Peru com destino ao Brasil. 

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros delitos que venham a ser identificados no decorrer das investigações.

Sem vínculo societário

Por meio de pronunciamento feito em suas redes sociais, o Grupo Alife Nino - empresa responsável por gerenciar a rede de bares Tatu Bola - negou qualquer vínculo com a empresária alvo da Operação Bóreas e afirmou que a unidade de Cuiabá, ligada à Thatiana Rabelo, opera de forma independente há mais de um ano, sendo "a única neste formato, possuindo apenas a licença para o uso da marca".

"Não há qualquer vínculo societário ou administrativo entre o Grupo Alife Nino e a pessoa mencionada em diversas matérias relacionadas à investigação da Polícia Federal", destaca a nota.

A empresa ainda reforçou que não tem qualquer relação com os fatos investigados e afirmou que irá tomar as medidas cabíveis para resguardar seus direitos.

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Manoel Vasque 28/08/2026

Então a Polícia Federal está errada Sr.Advogado e Juiz?E a fonte dos bens da madame vem de onde?

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1 comentários

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