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Judiciário Terça-feira, 06 de Maio de 2025, 18:00 - A | A

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PROCESSO CONTURBADO

Justiça mantém suspensão de eleição para presidência da FMF; descumprimento pode gerar multa diária de R$ 10 mil

Federação havia anunciado que uma nova eleição ocorreria no dia 10 de maio, mas movimento é impedido pela decisão judicial

Gabriel Rodrigues

A juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 4ª Vara Cível de Cuiabá, manteve a suspensão do processo eleitoral à presidência Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), atendendo a um pedido da Associação Camponovense Celeiro de Futebol (ACCF), que alegou uma série de irregularidades no processo eleitoral conduzido pela atual gestão da FMF. O processo corre sob sigilo.

Assessoria FMF

Sede FMF

A eleição estava marcada para o último sábado (3), contudo, o processo foi suspenso por decisão da juíza Glenda Moreira Borges, do Plantão Cível da Comarca de Cuiabá. A FMF, mesmo após ser formalmente intimada da liminar no último final de semana, não teria adotado qualquer medida para informar os clubes filiados sobre a suspensão da eleição, além de destituir a comissão eleitoral para criar uma nova, anunciando um novo pleito para o dia 10 de maio.

Com a ratificação da decisão, todo o processo eleitoral está suspenso, inclusive indicando que se o atual presidente, Aron Dresch, desrespeitar a medida, é cabível a aplicação de multa de R$ 10 mil por dia, com um tento limitado de R$ 200 mil. 

"A decisão liminar proferida por este Juízo deve ser respeitada com máxima observância e cumprimento integral, sob pena de responsabilização civil, penal e processual de seus infratores, além da possibilidade de intervenção judicial extraordinária no funcionamento da entidade desportiva, caso persista a conduta de resistência deliberada à jurisdição", alegou a magistrada, em decisão que o teve acesso.

Arte/Rdnews

Elei��o FMF - Dorileo e Aron

Dorileo Leal e Aron Dresch disputavam a presidência da FMF

Aron disputava contra o empresário Dorileo Leal, dono do Mixto Esporte Clube, rival do Cuiabá, clube adquirido pela Família Dresch. A eleição ganhou novos contornos com saída de Dorileo do pleito, por considerar que a remarcação da assembleia geral estaria nula, pois não havia nenhum respaldo legal.

A ACCF aponta existência de vícios insanáveis no processo, tais como a exclusão indevida do colégio eleitoral, ausência de prazo legal para impugnação, inelegibilidade do atual presidente que postula novo mandato e, principalmente, a condução do certame de forma unilateral, com designação irregular da comissão eleitoral vinculada ao Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA), sem amparo estatutário ou participação das filiadas.

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pedro 07/05/2025

pelo que a reportagem passa, o atual presidente ta deitando e rolando, faz o que quer, e tem bastantes pucha saco, dorileu tem que colocar ordem nessa federacao, tomara que ele ganhe.

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Genilson, Roo-MT 06/05/2025

Como pode um presidente de entidade como federação de futebol cometer tantas irregularidades para se beneficiar como candidato, e já pela terceira vez, sendo que o próprio estatuto da FMF, conforme imprensa esportiva, não é permitido. A Justiça comum está começando a apontar os absurdos que a Justiça Desportiva não tem a menor vontade de observar. Com esta gestão, o futebol apenas para os chegados. Não existe isto em lugar algum.

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2 comentários

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