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Judiciário Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2020, 18:37 - A | A

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NO STJ

MPE reverte decisão que anulou júri de Arcanjo no assassinato de Rivelino Brunini

Da Redação

Rodinei Crescêncio

Jo�o Arcanjo Ribeiro

Ex-comendador João Arcanjo Ribeiro havia conseguido suspender decisão que o condenou a 44 anos pelas morte de Brunini, executado na Avenida do CPA

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso conseguiu, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), reverter a decisão que havia anulado o Tribunal do Júri que condenou o ex-comendador João Arcanjo Ribeiro a 44 anos de reclusão, pela morte do empresário Rivelino Brunini, que foi assassinado no 6 de junho de 2002 em plena avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), em Cuiabá. 

De acordo com a decisão da ministra relatora do processo, Laurita Vaz, os autos deverão ser devolvidos ao Tribunal de Justiça para que prossiga, como entender de direito, o julgamento dos recursos de apelações interpostos tanto pela acusação, quanto pela defesa.

A decisão do STJ, segundo o coordenador do Núcleo de Defesa da Vida do MPE, promotor de Justiça Vinícius Gahyva, terá reflexos em vários outros processos em que João Arcanjo Ribeiro figura como réu. “É uma decisão extremamente importante que deve influenciar, inclusive, no processo que resultou na progressão de regime de João Arcanjo Ribeiro”, explicou o promotor de Justiça.

Segundo Gahyva, o júri que havia sido anulado ocorreu em 2015. Na ocasião, o Tribunal de Justiça reconheceu, de ofício, preliminar de nulidade absoluta “quanto à quesitação e ofensa ao princípio da correlação”. A defesa alegou que houve equívoco no tocante a um dos quesitos apresentados aos jurados durante o julgamento. Argumentou que teria sido imputado ao réu conduta que não havia sido descrita na denúncia ou pronúncia.

A ministra, por sua vez, destacou em sua decisão não ter vislumbrado a ocorrência de vício que pudesse ferir o princípio da correlação.

“A denúncia e a sentença de pronúncia descrevem e apontam satisfatoriamente as condutas impostas a João Arcanjo Ribeiro e Corréus, bem como os indícios de materialidade e autoria; devendo ser considerados, ainda, os relatos constantes das respectivas atas das sessões de julgamento, das quais se depreende ter havido debates acerca de todas as teses apresentadas pela Defesa e Acusação”, afirmou.

O crime

O empresário Rivelino Jacques Brunini foi executado no dia 6 de junho de 2002 em uma oficina mecânica na Avenida do CPA. Seu amigo Fauze Rachid Jaudy também acabou atingido e morreu.  Eles estavam acompanhados de Gisleno Fernandes, que chegou a ser ferido, mas resistiu.

Eles foram surpreendidos pelo pistoleiro Hércules de Araújo Agostinho, acusado de prestar serviços de pistolagem para Arcanjo e já condenado a 45 anos de prisão pelo crime. (Com informações da assessoria)

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