O presidente da Assembleia Eduardo Botelho (PSB) diz cumprir o Regimento Interno na indicação, por decisão pessoal, dos titulares e substitutos da CPI dos Fundos, criada para apurar possível desvio de finalidade do Fethab e do Fundeb. Diz que caso deputados de oposição indicados decidam não participar das reuniões, a comissão pode ser cancelada por falta de quórum.
Na última semana, Botelho escolheu o deputado Mauro Savi (PSB) para presidir a CPI. Além dele, nomeou os titulares Adriano Silva (PSB), Leonardo Albuquerque (PSD) e Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), pelo lado de situação, e Allan Kardec (PT), da oposição.
Marcos Lopes
Presidente da Assembleia Eduardo Botelho diz que comissão pode ser cancelada caso haja 3 sessões sem quórum
A nomeação causou revolva do bloco de oposição, liderado por Janaina Riva (MDB) – que garantiu não participar como suplente. Defendem que a indicação dos membros deveria aguardar a formação dos novos blocos parlamentares atendendo o desejo dos signatários do requerimento.
“A CPI não é fictícia. Inicialmente, fiz uma proposta para que eles deixassem para apresentar na nova legislatura, mas não aceitaram e apresentaram naquele dia. E se eles não comparecerem na reunião por três sessões, a CPI é encerrada”, afirma Botelho, em conversa com a imprensa na manhã desta segunda (29), nas obras do novo Pronto-Socorro de Cuiabá.
De acordo com o deputado, o regimento da Assembleia é claro ao estipular que a CPI precisa ser instalada em 48 horas e em cinco dias nomeado os membros. Caso não haja indicação dos blocos, o presidente indica.
Ocorre que o líder do bloco governista Integração Dilmar Dal Bosco (DEM) indicou os componentes da CPI pela base de sustentação do governador Pedro Taques (PSDB). São eles Adriano Silva, Mauro Savi, Leonardo Albuquerque e Nininho. Apesar de integrar a base do governo, Adriano e Savi assinaram o requerimento da CPI. Leonardo e Nininho se recusaram a assinar.
Dos escolhidos, os membros da CPI devem eleger na primeira reunião vice e relator. Na suplência ficaram Janaina, o líder do governo Dilmar, Guilherme Maluf (PSDB), Romoaldo Junior (MDB) e Wagner Ramos (PSD). Com exceção da emedebista, todos são da base, mas estão descontentes com Taques.
Savi presidente
Botelho afirma que a escolha de Savi para a presidência levou em consideração sua experiência e o fato da capacidade de circulação do parlamentar entre os dois blocos. “Mauro Savi foi uma decisão minha, pois tive que escolher entre os nomes colocados. Primeiro, que assinou a CPI e tem a experiência suficiente para tocar a CPI. Entendi que era um nome tranquilo, que atendia tanto a oposição quanto a situação. Um nome conciliador”, declara.
Blocos
Oscar Bezerra (PSB), que liderou junto com o petista Allan a coleta de assinaturas para instalação da CPI dos Fundos, está à frente da articulação para formação do novo bloco que será independente do governo e sem fazer oposição sistemática. No entanto, o parlamentar admite que dificilmente irá conseguir agregar dez integrantes como foi previsto inicialmente porque muitos governistas que assinaram a CPI já estão se reaproximando de Taques.
Já o Bloco Integração (governista) deve permanecer com os parlamentares que se recusaram a assinar o requerimento enquanto o Bloco Independente (oposição) ficará com os mesmos quatro membros. A formação do novo bloco, que também altera as comissões permanentes, deve ser confirmada na próxima semana.
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Carlos Nunes 29/01/2018
Pra que CPI? Era melhor contratar um bom detetive, daqueles tipo cão perdigueiro farejador, e lhe dar carta branca. Ele descobria tudo e mais um pouco, pois fuçando bem fuçado acha...só fuçação meia boca é que não descobre nada.
Critico 29/01/2018
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2 comentários