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Virginia cita acertos e nega indução de apostas erradas em ação sobre Blaze

A coluna descobriu novas informações sobre a defesa apresentada pela influencer à Justiça na Ação Civil Pública em que é ré com a Blaze

Fábia Oliveira
Metrópoles

A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, novas informações sobre a defesa apresentada por Virginia Fonseca à Justiça na Ação Civil Pública em que é ré ao lado da Blaze. A famosa rebateu as acusações em documento juntado aos autos na última segunda-feira (21/9).

Esta colunista já havia revelado alguns detalhes da contestação da influenciadora digital. Agora, descobrimos, em primeira mão, mais alguns argumentos apresentados por Virginia à Justiça.

Instagram/Reprodução

Virginia

Em sua defesa, Fonseca negou a acusação de que teria induzido seguidores a erro para que apostassem na vitória da seleção de Cabo Verde na partida contra a Argentina, na Copa do Mundo de 2026. Nesse contexto, Virginia expôs que, durante o campeonato, realizou 19 manifestações acerca de seus palpites quanto aos resultados de diferentes jogos. Desses, 12 “previsões” teriam se confirmado, enquanto sete palpites teriam se equivocado.

Em sua defesa, Fonseca negou a acusação de que teria induzido seguidores a erro para que apostassem na vitória da seleção de Cabo Verde na partida contra a Argentina, na Copa do Mundo de 2026. Nesse contexto, Virginia expôs que, durante o campeonato, realizou 19 manifestações acerca de seus palpites quanto aos resultados de diferentes jogos. Desses, 12 “previsões” teriam se confirmado, enquanto sete palpites teriam se equivocado.

A predominância de acertos, segundo a famosa, enfraquece a tentativa do Ministério Público de utilizar um palpite frustrado como uma prova de que ela teria atuado para induzir apostadores à perda. A partir dos resultados revelados, Virginia sustentou que a acusação de que direcionou seguidores a erro é incompatível com a predominância de resultados acertados durante a Copa do Mundo.

A influenciadora afirmou que o palpite quanto ao resultado da disputa envolvendo a seleção de Cabo Verde foi resultado de uma crença pessoal e uma confiança legítima. Ela frisou que uma expectativa esportiva não pode ser confundida com o ato de assegurar ao público a obtenção de um ganho financeiro.

Por fim, Virginia Fonseca reforçou outro argumento: o de que sua remuneração nunca variou conforme a perda dos apostados. Por tal razão, afirmou que nada ganharia caso atuasse deliberadamente para ampliar a derrota dos apostadores.

Mais argumentos

Como revelado anteriormente pela coluna, no documento de defesa, a influenciadora afirmou não manter qualquer atuação na operação da plataforma, razão pela qual não poderia ser responsabilizada por problemas de ordem operacional. Virginia explicou, também, não ter se envolvido na administração dos jogos, resultados, saques ou depósitos.

A influenciadora também negou veemente que sua remuneração variasse conforme a perda dos apostadores por ela captados. Ela sustentou que seu pagamento era, em regra, fixo, com remunerações mensais vinculadas às entregas de publicidade.

Virginia Fonseca expôs, ainda, que os contratos com a Blaze previam a produção de material de divulgação, notadamente stories, gravações e a utilização de sua imagem.

A empresária destacou, em sua defesa, o fato de que sua relação comercial com a Blaze ter se encerrado em 14 de agosto deste ano. As tratativas para a ruptura, segundo ela, já tinham sido iniciadas antes da propositura da polêmica ação na Justiça.

Entenda o caso

A Ação Civil Pública foi movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Virginia Fonseca e a Foggo, empresa detentora da marca e operação da Blaze no Brasil.

O objetivo da ação seria garantir a responsabilização por supostas práticas abusivas na divulgação de apostas esportivas e a adoção de medidas imediatas para impedir a repetição de abusos publicitários.

Foi solicitada a condenação solidária de R$ 120 milhões por danos morais coletivos.

A ação destaca um episódio recente no qual Virginia, durante a Copa do Mundo de 2026, divulgou conteúdo em seus stories em que aparentava realizar aposta na vitória da seleção de Cabo Verde sobre a Argentina, sem identificar com clareza que o material se tratava de publicidade.

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