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Polícia Quarta-feira, 30 de Novembro de 2022, 15:55 - A | A

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AÇÃO AGRESSIVA

Corregedoria apura conduta de delegado que invadiu casa no Florais e fez ameaças

PJC investiga se houve abuso de autoridade; se culpa for comprovada, cargo de Bruno França fica sob risco

Kethlyn Moraes

MidiaNews

Marcelo Felisbino

O corregedor-geral da Polícia Civil, Marcelo Felisbino, durante entrevista coletiva

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil apura a conduta do delegado Bruno França Ferreira, que arrombou a porta de uma casa no Condomínio Florais, em Cuiabá, na segunda-feira (28) e fez ameaças à proprietária, F.C.G.N.. A ação policial, conduzida de forma agressiva, seria em resposta a supostas agressões e perseguições sofridas pelo seu enteado, de 13 anos.

Segundo o corregedor-geral Marcelo Felisbino, serão apuradas as circunstâncias do ato e se houve abuso de autoridade. A Polícia ainda vai decidir se irá instaurar sindicância contra Bruno, que pode resultar até mesmo em demissão, principalmente porque encontra-se em estágio probatório.

Imagens de uma câmera de segurança da casa que viralizaram nas redes sociais mostram o momento em que Bruno, acompanhado de outros três policiais, arromba a porta e manda todos deitarem no chão. Ele grita e xinga o casal, que está na residência. Em determinado momento, Bruno diz para a mulher que vai "explodir a cabeça dela", caso se aproximasse do adolescente novamente e cita que o enteado tem uma medida protetiva contra ela, que teria sido violada. A mulher fala que não sabe da existência da ordem judicial. Uma criança chega a gritar e pedir para que parassem com a abordagem.

Segundo Marcelo Felisbino, um procedimento inicial de investigação foi aberto e informações serão colhidas. Na tarde desta quarta-feira (30), os policiais envolvidos serão ouvidos na delegacia.

Também foram solicitadas informações à Delegacia Regional de Sinop, responsável pela lotação de Sorriso, onde Bruno França exerce o cargo atualmente. De acordo com a Corregedoria, Bruno França é delegado há menos de um ano e está em estágio probatório, o que pode influenciar na penalização.

“Ele não é um servidor estável e é preciso se atentar a esse fato. Ele precisa passar no estágio probatório. Por isso, temos que tomar cuidado para não colocar uma culpa antes da hora. Ainda estamos em fase ainda de apurações e é muito cedo para fazer qualquer juízo”, afirma Felisbino.

Reprodução

Bruno Franca

O delegado Bruno França, que tem conduta investigada preliminarmente pela Polícia Civil

Ainda de acordo com Marcelo, a dona da casa que foi alvo da ação policial foi encaminhada à delegacia na mesma noite do fato. Bruno França alega que deu voz de prisão em flagrante à mulher, mas a ordem não foi ratificada. Ela foi ouvida e liberada. De acordo com a Corregedoria, caso o abuso de autoridade seja comprovado, há uma série de sanções que podem ser impostas.

“Se houver elementos para abrir uma sindicância e essa sindicância concluir que ele tem culpa, a penalização vai de acordo com o tipo de conduta, se é de primeiro, segundo, terceiro grau. Pode ser uma advertência até uma suspensão", afirmou.

Bruno agiu depois das 21h, horário em que não é permitido por lei uma ação policial sem um mandado judicial. Sobre isso, o delegado da Corregedoria afirma que as circunstâncias ainda serão investigadas para apurar se havia justificativas para a ação nesse horário.

Também será apurado se Bruno tinha permissão e justificativa para atuar em Cuiabá, visto que é lotado em Sorriso. “Existe a possibilidade de ele estar trabalhando de forma legal, se estiver cumprindo uma precatória, por exemplo. Mas ainda será apurado. Não temos essas respostas”, diz Marcelo.

Os três policiais que acompanhavam a ação também poderão ser responsabilizados. A polícia ainda irá apurar a participação e responsabilidade de cada um na ação.

A previsão é de que a Polícia Civil já tenha a conclusão dessa apuração no fim desta semana, quando será decidido se uma sindicância será aberta ou não. Se a sindicância for aberta, a Corregedoria informou que tem 30 dias para concluir e apresentar uma resposta.

Reprodução

Print - bruno franca invade casa

Outro lado 

De acordo com a defesa de Bruno França, "a situação decorreu de descumprimento de medida protetiva expedida pela juíza Gleide Bispo Santos contra F.C.G.N., que o vem perseguindo persistentemente com agressões verbais e ameaças físicas em locais públicos, como quadras de esportes, na presença de inúmeras testemunhas".

Segundo Bruno, após se inteirar de novas agressões verbais e ameaças físicas contra o enteado dele, na condição de autoridade policial, pediu apoio de outros agentes de segurança e, tendo conhecimento da medida protetiva expedida pela Justiça, foi até à casa efetuar a prisão em flagrante da mulher.

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Ron 01/12/2022

E se nao tivesse camera??? O abuso nunca seria sequer investigado.

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Márcio art 01/12/2022

Eu costumo dizer que: depois de 01/01/2019, as portas do inferno se abriram e o demônio que havia camuflado resolveu mostrar a cara. Uma pena acontecer essas coisas e a gente saber que não vai dar em nada, pelo fato de ser um policial. Ainda bem que essa porta será fechada no 31 deste ano de 2022 e a paz vai voltar.

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CLOVIS MENDES DE VASCONCELOS 01/12/2022

Merece ser expulso dos quadros da Policia Civil. Usou do abuso de autoridade em proveito proprio e estando em estagio probatório, mostrou como será como efetivado. Manchara a reputação da instituição, como um mal policial. Merece o repúdio da sociedade, por mostrar logo no iniocio de carreira, ser um mal policial e agente publico, não precisamos de pessopas assim...

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Waldney 01/12/2022

E se tivesse acontecido na periferia, com uma família pobre, sem condições de registrar o fato e sem condições de se defender juridicamente? Todos já têm noção do resultado dessa ação desastrosa.

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Lucas Ferreira dos Reis 01/12/2022

Tem uma pessoa ai nos comentário pelo plugin do face, não consegui respondê-lo diretamente, que relata que não vê nada anormal. Segundo ele, foi só uma medida de "prestamento de socorro 'permetido' pela constituição". Vai ver, ele tem razão, afinal fica muito claro a assertividade da autoridade policial no devido flagrante, principalmente na parte em que, aparentemente rendida, ele diz à suposta "criminosa" que vai explodir a cabeça dela ao lado do filho de 11 anos (imagino que seja ele a criança chorando desesperada no vídeo). Eu me questiono em comentários como este, o quão a verdade precisa ser nítida para uma pessoa aceitá-la. Vejo mundo afora (não tão afora assim) pessoas arquitetando teorias conspiratórias tão esdrúxulas dando a elas mais credibilidade do que a mais simples verdade. Parece que pra algo ser aceito como verdade, ele tem que ser complexo, confuso, complicado.. chulo... No fim, se esse é um prestamento de socorro, me questiono como agiria o delegado em outras situações. A mulher, a agressora segundo o comentário do nosso amigo - entendo eu, ainda teve a sorte (ou não) de poder filmar e talvez disponha de recursos para que isso seja resolvido dentro dos ritos legais. Lamento pelas pessoas que sofrem por isso, sem a menor chance de se defender nem no presente, nem no futuro.

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Rubens 01/12/2022

Contra fatos registrados não há argumentos. Se age desta forma em estágio probatório, imagina a hora que efetivar. HORA de cortar pela raiz

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francisco garcia 30/11/2022

Vigi maria. O que não falta é crime para esse aprediz de Paccola. Nem mesmo, podia esta atuando aqui em Cuiabá. É mole???? o cara achando que é dono de mato grosso. kkkk Agora, os policias que o acompanharam, tem que ganhar uma honraria, diante da situação de um delegado desiquilibrado, sem noção, em todo o tempo pedia calma para a familia. Se fosse 03 policias desprerado, iria sair 3 cadaves de dentro dessa casa.

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Fabinn 30/11/2022

O video é claro. As imagens falam por si. SERÁ QUE FOI ABUSO? Tá claro! Óbvio!!!!!!! Esse delegadinho de porta de cadeia deve ser expulso, esta em estágio probatório, tem que pagar pelo que fez a criança passar. Nem mandato havia para entrar na casa e piorou, da forma que ele entrou, truculento e desrespeitando, fazendo uma criança passar por um trauma que jamais será esquecido. TEM QUE PAGAR. VAMOS ESTAR DE OLHO NA JUSTIÇA. TEM QUE SER EXPULSO, IR PRA CADEIA E INDENIZAR. Não sabe trabalhar, não tem estrutura fisica e psicologica pra ser um delegado e muito menos, ter uma arma na mão. Não pra entender como que passa num concurso do estado uma pessoa desequilibrada como essa. Estado precisa rever as pessoas que deixa assumir concurso. Muita gente imprestável e que não serve nem pra estepe de carro.

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8 comentários

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