Dois homens, que não tiveram as identidades reveladas, foram presos na tarde dessa segunda-feira (05), suspeitos de latrocínio praticado contra Hamilton Mota dos Santos, de 68 anos, na última sexta-feira (02), em Poconé (a 104 km de Cuiabá). Os suspeitos compraram um Jeep Compass horas antes do crime, que foi pago depois de venderem pepitas de ouro pertencentes à vítima. As prisões foram realizadas durante a Operação Ouro de Sangue.
Segundo a Polícia Civil, as investigações iniciaram ainda na sexta-feira, quando a vítima - que era um comerciante de ouro conhecido no município - foi encontrada sem vida em sua residência, em um cenário de extrema violência. O corpo apresentava lesões perfurocortantes na região do pescoço, encontrava-se parcialmente coberto com terra e panos e estava dentro de um banheiro, nos fundos da residência.
No local, também foram encontrados vestígios de sangue em diversos cômodos da casa, bem como indícios de que os autores tentaram limpar o local, com o objetivo de suprimir provas. Antes de tirar a vida da vítima, os suspeitos reviraram o armário do imóvel e subtraíram significativa quantidade de ouro que era mantida em sua residência.
A Polícia Civil iniciou as diligências, sendo possível verificar que, no horário aproximado do crime, um veículo Jeep Compass esteve nas proximidades da casa da vítima, deixando posteriormente o município de Poconé com destino à rodovia MT-060.
Durante o trajeto, os ocupantes do veículo pararam em um estabelecimento de compra e venda de ouro, no município de Nossa Senhora do Livramento, onde comercializaram o metal subtraído, produto do crime.
As investigações apontaram, ainda, que os suspeitos adquiriram o veículo na manhã do crime, pelo valor de R$ 90 mil, embora não possuíssem recursos financeiros suficientes para a aquisição. Na ocasião, informaram ao vendedor que se deslocariam até Poconé para buscar o dinheiro. Posteriormente, por meio da análise de transferências bancárias, foi possível identificar que os valores obtidos com a venda do ouro foram utilizados para quitar o pagamento do veículo de luxo.
Diante dos elementos colhidos, o delegado de Poconé, Matheus Prates de Oliveira, representou pela prisão preventiva dos suspeitos, que foi deferida pela Justiça e cumprida, no final da tarde de segunda-feira.
“O trabalho de investigação célere e qualificado desenvolvido pelos policiais civis de Poconé revelou-se fundamental para o esclarecimento dos fatos e a identificação e prisão dos suspeitos, em razão da gravidade do crime, que causou intensa comoção social no município”, disse o delegado
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