O empresário Jorlan Cristiano Ferreira, de 44 anos, confessou ter matado a jovem trans Mayla Rafaela Martins, de 22 anos, em Lucas do Rio Verde (a 334 km de Cuiabá). A confissão foi gravada por policiais civis na última quarta-feira (17) e divulgado no site nacional Hugo Gloss.
Se referindo à vítima a todo tempo com pronomes masculinos, Jorlan diz que foi roubado por Mayla e conta detalhes de como cometeu o crime. Mayla foi morta a facadas e seu corpo foi encontrado às margens da rodovia MT-485, na terça-feira (16).
O empresário alega ter sido roubado pela vítima quando abriu seu estabelecimento na cidade e que ela teria voltado ao local na noite do crime. “Ontem à noite eu achei o infeliz”, disse Jorlan.
Ele diz que Mayla o ameaçou e depois o chamou para tomar uma cerveja, momento em que foram para a casa do empresário.
"Ele (sic) chegou ali e começou a me ameaçar. Ele pediu uma cerveja, eu dei. Aí ele falou assim: 'Para eu sair daqui numa boa, sem eu fazer escândalo nenhum e não chamar a polícia pra você, eu quero tanto de dinheiro. Eu falei: 'Não, você é louco. Quando entrei para pegar essa cerveja, ele me pulou. E daí corri lá pra casa. Corri e ele veio atrás com a faquinha de serra [...] a faca caiu do lado, ele tentou pegar e daí eu fiquei com medo dele conseguir pegar a faca [...]. Eu consegui catar a faca e finquei a faca nele”, disse o empresário.
O empresário conta que depois do crime ele jogou os pertences de Mayla no rio após matá-la e abandonar o corpo às margens da rodovia. “Parei em cima da ponte e joguei tudo no rio. Uma faca de serra, uma maquininha de cartão e acho que um celular e um monte de porcaria”, disse ele.
Sobre a informação de que algum vizinho possa ter escutado a briga, Jorlan disse que é quase “impossível” porque não deu tempo de Mayla gritar.
“Eu dei um mata-leão nele, peguei a faca e finquei nele, não sei aonde que pegou, mas finquei. Daí ele só quis gritar socorro. Eu, pra não deixar ninguém [ouvir], apertei ele, segurei não sei por quanto tempo, pelo pescoço [...] só o vizinho [escutou briga], e eu acho que é impossível, ele não deve ter escutado, porque ele [Mayla] nem berrou, não deu tempo, ele gritou socorro, eu pulei nele, ajeitei, derrubei”, explicou.
Jorlan ainda conta como fez para deixar o corpo de Mayla às margens da rodovia.
“Pensei que poderia ligar para a polícia. Eu falei ‘eu já tô fodido mesmo, vou carregar essa desgraça embora [...] indo para Sorriso, passa o rio, tem o puteiro da Morjana, vai lá em cima e tem um trevinho, pega a direita. Eu achei uma entradinha, só fiz a volta, desliguei a luz, não enxerguei nada e joguei”, disse.
O caso
O corpo da vítima foi encontrado na manhã do dia 16 de janeiro enrolado em uma lona de piscina de plástico jogada dentro de uma fazenda de lavoura. Quem acionou a Polícia foram funcionários do local que estavam passando a máquina de plantio na área, quando avistaram o corpo. Mayla tinha sido vista pela última vez na noite anterior.
A perícia constatou que a vítima foi atingida por golpes de faca. Durante a investigação, a equipe da delegacia apurou que um veículo Volkswagen de cor preta teria abordado a vítima em um posto de combustível na cidade.
Depois, carro foi visto seguindo em direção ao local onde o corpo foi encontrado. No final da tarde de terça-feira, o veículo foi localizado em um lava-jato e o dono, o empresário Jorlan Furlan, encontrado em sua residência.
Ao ser questionado sobre o crime, ele confessou aos policiais o assassinato. Jorlan foi autuado em flagrante e o procedimento policial encaminhado ao Poder Judiciário, com o pedido de prisão preventiva.
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Jorge da Biblioteca 21/01/2024
Vai virar mulherzinha na cadeia.
Waldir Aparecido Taques 20/01/2024
ESSE O PILANTRA DA PIOIR ESPECE DEVE SER LEVADO O JURI POPULAR NAO TA NEM AI PARA FAMILIA
2 comentários