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Polícia Quinta-feira, 13 de Março de 2025, 15:40 - A | A

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CASO EMELLY SENA

Vídeos mostram quarto onde adolescente grávida foi morta e cova rasa usada para ocultar o corpo em Cuiabá

Quatro pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no homicídio da jovem de 16 anos

Geovanna Torquato e João Aguiar

Vídeos mostram o quarto em que Emelly Azevedo Sena, adolescente grávida de nove meses, foi morta e teve seu bebê roubado nessa quarta-feira (12), no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá. A vítima estava desaparecida desde a manhã de ontem, quando foi atraída para uma emboscada na residência, acreditando que receberia doações de roupas para a filha. O corpo dela foi encontrado na manhã desta quinta (13). 

Conforme as imagens, é possível ver o quarto onde o crime teria ocorrido sem muita bagunça e totalmente sem manchas de sangue ou outros tipos de resquícios do assassinato - a Polícia afirma que o local foi limpo após o crime. Em outro vídeo, a filmagem mostra a cova rasa onde o corpo da jovem foi enterrado, no quintal da residência.

Emelly foi encontrada com os pulsos quebrados e fios de energia enrolados em seu pescoço, indicando morte por asfixia. O delegado responsável pelo caso, Caio Alexandre, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que foram encontradas facas que teriam sido usadas, possivelmente, na retirada da bebê. 

Até o momento, a Polícia Civil prendeu quatro suspeitos de envolvimento com o homicídio. Um deles é a funcionária de fast food Natally Hellen Martins Pereira, que foi presa nessa quarta-feira após dar entrada no Hospital Santa Helena com a bebê roubada, alegando ter dado à luz em casa. A recém-nascida está viva e segue internada.

Os suspeitos poderão responder por homicídio triplamente qualificado, seguido de ocultação de cadáver e fraude processual pela tentativa de registro da bebê.

O caso 

Ontem uma equipe médica do Hospital Santa Helena acionou a PM. Uma enfermeira relatou que uma mulher deu entrada na unidade com uma recém-nascida no colo e tentava registrar a menor como sua filha. No entanto, a equipe percebeu que a mulher estava limpa e sem sangramento, dizendo que teve um parto em sua residência. Mesmo assim, os plantonistas realizaram o atendimento médico na bebê. Em um primeiro momento, a mulher recusou ter atendimento, mas depois permitiu a realização de exames.

Um dos testes realizados foi o de “Gonadotrofina Coriônica", que deu resultado de 5,0MUI/ML. A médica informou aos policiais que o valor corresponde a uma não gestação ou uma gestação de 1 a 2 semanas.

Em outro exame, também foi constatado que a mulher não estava produzindo leite. Diante dos fatos, a mulher foi conduzida para a delegacia. O marido da jovem confirmou toda a versão apresentada por ela.

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