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Terça-Feira, 03 de Dezembro de 2013, 09h:21 | Atualizado: 03/12/2013, 12h:21

LEGISLATIVO

Presidente diz não ter apego ao cargo e renuncia; eleição na 5ª

   Pivô da Operação Aprendiz e acusado de falsificação e desvio de recursos da Câmara, João Emanuel (PSD) acaba de renunciar à presidência do Legislativo cuiabano. Num discurso que durou cerca de 10 minutos, o social-democrata afirmou não ter “apego” ao cargo e reforçou que deixa o comando da Câmara para não provocar “constrangimentos aos colegas de Parlamento e para garantir que as investigações do caso transcorram sem qualquer questionamento de sua postura”.

   A renúncia já era aguardada porque João Emanuel - que estava afastado por duas decisões judiciais do comando do Legislativo - havia se comprometido e deixar definitivamente o cargo durante reunião do Colégio de Líderes nesta segunda (2), conforme o RDNews adiantou. Agora, deve ser convocada nova eleição para escolher quem será o substituto de João Emanuel. Nos bastidores, os mais cotados são Onofre Júnior (PSB), presidente em exercício e Júlio Pinheiro (PTB), que já presidiu o Parlamento. Outro que se articula é Chico 2000 (PR).

Chico 2000 e Júlio querem derrubar Onofre para assumir a presidência

   Em seu discurso, João Emanuel disse ainda que já colocou à disposição do Ministério Público sua declaração de bens, bem como a quebra do sigilo fiscal e bancário. Encaminhou também um pedido a Comissão de Ética e Disciplina da Câmara para que instaure apuração interna para investigar os fatos expostos pelo MP.

   O social-democrata pediu desculpas aos parlamentares e disse que em nenhum momento teve a intenção de denegrir a imagem do Legislativo, nem ofender ou diminuir os colegas. Disse ainda desejar que nenhum vereador seja tratado como ele foi. “Fui vítima de uma armação, com gravação editada, truncada e com hiperlinks”, rebateu, afirmando ainda que tal armação partiu de um secretário municipal e pelo advogado do prefeito Mauro Mendes (PSB).

   Neste momento, os parlamentares estão debatendo de forma polêmica, já que João Emanuel fala em auto destituição, o que não está previsto no Regimento Interno da Câmara. A renúncia é unilateral, ou seja, parte do próprio vereador. Já a destituição deve ser decidida em grupo.

No Colégio de Líderes, João Emanuel promete renunciar à presidência 3ª


  Às 10h05 - Vereadores decretam renúncia de João Emanuel e convocam eleição

  Para por fim à polêmica envolvendo a saída de João Emanuel do cargo - que renunciou ao posto, mas afirmou se autodestitituir - oa Plenário da Câmara decidiu votar a questão. Por 17 votos a 6 e uma ausência (João Emanuel), os parlamentares entenderam que o social-democrata apresentou a renúncia e não foi destituído, como deu a entender em seu discurso. A eleição suplementar, para escolher o o sucessor de João Emanuel, será na quinta (5).

   Às 10h22 - Vou fazer de tudo para evitar a cassação, diz João Emanuel

  João Emanuel, em entrevista à imprensa,  voltou a afirmar que é vítima de uma armação e que vai provar a sua inocência. O social-democrata pontuou ainda que fará de tudo para impedir a sua cassação.

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Comentários (13)

  • CARLOS ROBERTO | Terça-Feira, 03 de Dezembro de 2013, 15h59
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    Um legislativo que de muito tempo tem se mostrado desleixado, totalmente inoperante e com verdadeiro descaso pela cidade e população. Infelizmente se presencia um verdadeiro jogo de interesses. Sinto-me envergonhado de termos que aturar um sistema deste que nos impõe candidatos cada vez mais comprometidos apenas consigo mesmos...precisamos de reformas políticas e leis que permitam punições severas a servidores públicos corruptos...Como dizer que é governo para o povo se os empregados viram patrões e as costas para o povo, o verdadeiro patrão e a quem os paga e deveriam servir? Uma vergonha esse país que ocupa o 72º lugar em corrupção no mundo e atrás de vários na América Latina....

  • Denise Costa | Terça-Feira, 03 de Dezembro de 2013, 15h41
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    A única coisa que ele tem "apego" é ao dinheiro público pelo jeito. Que vergonha!

  • Denis Carvalho | Terça-Feira, 03 de Dezembro de 2013, 14h55
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    A armação feita foi para que a imprensa não desse tanta atenção paraa denúncia que envolveria o Pedro Taques de ter "ligações" com o empresário investigado sobre agiotagem da cidade de VG...

  • Carlos Tapajos | Terça-Feira, 03 de Dezembro de 2013, 13h32
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    Cuiabá não merece este parlamento trapalhão..... Isso já faz 15 anos de trapalhada, molecagem, rolo puro... Desinteresse total pela população...

  • zardo | Terça-Feira, 03 de Dezembro de 2013, 12h44
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    zardo, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Zé Poxoréo | Terça-Feira, 03 de Dezembro de 2013, 11h32
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    Na realidade o "aprendiz" pra fazer o que fez demonstra não ter apego é pelo povo que o elegeu! Se tivesse consciência e respeito ao povo, abriria mão do mandato e pediria desculpas ao povo pela lambança que fez!

  • rogerio | Terça-Feira, 03 de Dezembro de 2013, 11h28
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    Uma pena não contemplar a população com a renuncia do CARGO de VEREADOR completo. Pois é isso que a mídia não explica as pessoas leigas. Ele continuará na Camara, o que é uma lastima sem precedentes!

  • Adonias Guimaraes | Terça-Feira, 03 de Dezembro de 2013, 11h24
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    Adonias Guimaraes, Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário

  • Pedro Rodrigues da Costa. | Terça-Feira, 03 de Dezembro de 2013, 10h40
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    Esse aprendiz de Riva e por sinal péssimo aluno tinha era que aproveitar o embalo e renunciar o mandato tambem e o povo de Cuiabá aprenderem a votar e não se deixar levar por esses tipos de politicos que a cada mandato tem um o outro sendo cassado aí nesta cidade.

  • Pedro Rodrigues da Costa. | Terça-Feira, 03 de Dezembro de 2013, 10h39
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    Esse aprendiz de Riva e por sinal péssimo aluno tinha era que aproveitar o embalo e renunciar o mandato tambem e o povo de Cuiabá aprenderem a votar e não se deixar levar por esses tipos de politicos que a cada mandato tem um o outro sendo cassado aí nesta cidade.

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