Militares e políticos foram parar na cadeia
Na Pacenas, o então procurador-geral José Antônio Rosa foi um dos presos. Teve que pedir exoneração. Foi enquadrado como um dos suspeitos de fraudes nas licitações do PAC. As primeiras suspeitas da PF surgiram em agosto de 2007, quando o TCU apontou existência de cláusulas restritivas nos certames que, no entendimento do MPF, direcionariam o processo para a escolha do Consórcio Cuiabano, composto pelas construtoras Três Irmãos, Gemini, Concremax, Encomind e Lúmen Engenharia. Sócio-proprietário da Três Irmãos, o ex-secretário do governo Dante de Oliveira e primeiro suplente do PSDB na Assembleia, Carlos Avalone, foi preso junto com o irmão Marcelo Avalone.
O ex-prefeito de Cuiabá Anildo Lima Barros também foi parar atrás das grades, assim como o proprietário da Concremax, Jorge Pires de Miranda, e o ex-presidente do Sinduscon-MT, Luiz Carlos Richer. Em meio aos recursos e brigas jurídicas, os 11 acusados foram libertados e, por último, todo o inquérito arquivado. Acontece que as gravações de escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal e que serviram de provas para a decisão judicial de quebra de sigilos, de bloqueios de bens e de recursos e das prisões, foram consideradas nulas.
Já na Operação Pluma, foram presos o ex-comandante da PM, coronel da reserva Adaildon Evaristo de Moraes Costa, o também coronel Elierson Metello de Siqueira, o sub-tenente Adalberto da Cunha de Oliveira, os capitães Robson Oliveira Curi e Antônio de Moura Neto e o major Wlamir Luis da Gama Figueiredo. A denúncia do MPF aponta que a quadrilha era chefiada por Gilberto Luiz de Rezende, com ajuda de Adário Carneiro Filho. A denúncia aponta que eles extorquiam dinheiro de fazendeiros em troca de segurança privada, que incluía violência física, psicológica, ameaça e até mortes contra sem-terra. Eles também teriam invadido áreas ao custo de até R$ 150 mil cada.
Operação Pacenas "desgraçou" a vida dos empresários Carlos Avalone e Jorge Pires, do advogado José Rosa e do ex-prefeito Anildo Lima (à esq.), enquanto a Pluma levou à cadeia os coronéis Adaildon Evaristo e Elierson Metello