9 nomes estreiam na Assembleia; Araguaia fica sem representante
A região Norte, que é a que mais se desenvolve economicamente no Estado, saiu fortalecida das eleições deste ano. Por outro lado, o Araguaia, que já é conhecido como o Vale dos Esquecidos, não tem o que comemorar e ficará sem nenhum porta-voz na Assembleia Legislativa. Até fevereiro, o representante da região é Adalto de Freitas, o Daltinho (PMDB), que foi reprovado nas urnas na tentativa de reeleição. O Nortão, por sua vez, terá a ajuda de 7 parlamentares estaduais nos próximos 4 anos.
A Baixada Cuiabana também perdeu espaço durante as eleições, mas, mesmo assim, em 2010 emplacou 6 dos 24 parlamentares. A região Sul terá 4 e a Oeste 3. Outro fato que chama a atenção na lista de eleitos é que apenas 8 parlamentares nasceram em Mato Grosso. Seis são de São Paulo, quatro do Paraná, dois de Santa Catarina, dois do Espírito Santo. Um veio do Rio Grande do Sul e outro de Mato Grosso do Sul. O mais velho do grupo é o cuiabano João Malheiros, que assumirá o comando da secretaria estadual de Cultura.
O PR do ex-governador Blairo Maggi conseguiu manter a maior bancada na Assembleia e 6 parlamentares, seguido pelo PP e PMDB, que elegeram 5, cada um. Já o PT, que neste ano viveu uma crise interna por causa da briga da senadora Serys Marly com o deputado federal Carlos Abicalil, encolheu e só conseguiu reeleger Ademir Brunetto. Em 2006, a sigla havia emplacado dois nomes: Brunetto e Ságuas Moraes, que assumiu a secretaria estadual de Educação, favorecendo Alexandre César. Neste ano, Ságuas foi eleito deputado federal e o colega de partido não obteve êxito.
Luciane, inclusive, é a mais jovem com 36 anos e a mais rica tendo um patrimônio de R$ 15,1 milhões. Dos 24 eleitos, 4 não vão legislar no próximo ano porque vão integrar o staff do governador Silval Barbosa (PMDB). José Domingos Fraga vai para a pasta de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familia eTeté assume o Turismo. Já Malheiros ficará na Cultura e Antônio Azambuja foi destacado pelo PP para ficar à frente da secretaria de Esportes e Lazer.
Como a disputa por uma vaga na Assembleia é bastante acirrada, os trabalhos na Assembleia foram comprometidos e os deputados diminuíram o número de sessões.Preocupados com a eleição, eles dedicaram grande parte de seu tempo para buscar votos, mas também tiveram tempo para aprovar projetos polêmicos, como o que implementa o Zoneamento Sócioeconômico e Ecológico no Estado. A proposta era tida como a “menina dos olhos” do ex-governador e senador eleito Blairo Maggi (PR), mas é alvo de muitas críticas de ambientalistas porque o documento final, apreciado pelos parlamentares, beneficiaria apenas os ruralistas. A proposta é discutida desde 2008 e até agora o governador Silval Barbosa (PMDB) não sancionou o projeto, que pode ser vetado.
Outra votação que causou bastante alvoroço ocorreu no apagar das luzes e elevou em 61% o salários dos deputados estaduais, num efeito cascata devido ao reajusta aprovado por deputados federais e senadores. Além de aumentarem seus subsídios para de R$ 13,5 mil para R$ 20 mil, os parlamentares elevaram os salários do governador Silval Barbosa (PMDB), do seu vice Chico Daltro (PP), e todos os secretários de Estado para R$ 15 mil. Em 2010, os deputados analisaram 1.158 proposições, sendo que 502 de resolução, 2.644 de lei, 230 leis complementares e 579 requerimentos.