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RETROSPECTIVA-2010 Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010, 18:00 - A | A

Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010, 18h:00 - A | A

RETROSPECTIVA

Silval é reeleito; Wilson e Mendes amargam derrota já no 1º turno

Silval Barbosa (PMDB)    O governador Silval Barbosa (PMDB) tem muito o que comemorar neste ano. No final de março ele assumiu o comando do Paiaguás e conseguiu costurar uma ampla coligação, que o ajudou a se reeleger ainda no primeiro turno. O feito era tido como difícil por muitos tendo em vista a força política do empresário Mauro Mendes (PSB) e do ex-prefeito da Capital, Wilson Santos (PSDB), que também estavam no páreo.

    O peemedebista conseguiu liquidar a fatura em 3 de outubro após obter 759.805 votos. Ao vencer no 1º turno, Silval manteve uma tradição. Foi assim com os últimos cinco governadores que foram submetidos à eleição direta, sendo eles Júlio Campos (DEM), Carlos Bezerra (PMDB), Jayme Campos (DEM), Dante de Oliveira (PSDB) e Blairo Maggi (PR), os dois últimos reeleitos.

   Assim, Wilson, que renunciou ao comando da Prefeitura de Cuiabá para disputar a vaga, amargou a derrota e ficou sem mandato. Hoje o Palácio Alencastro está sob Chico Galindo. Mendes, por sua vez, teve de “engolir” mais uma derrota. O empresário entrou na vida política em 2008, quando disputou, sem êxito, a prefeitura da Capital. Desta vez, estava convicto que ao menos chegaria ao segundo turno, mas “morreu na praia”.

   Já na Câmara Federal, 2010 marcou a saída de cena de algumas figuras, que já eram tidas como favoritas a uma das 8 vagas destinadas à bancada mato-grossense. A viúva de Dante de Oliveira, Thelma de Oliveira (PSDB), havia ficado apenas com a primeira suplência de sua coligação que, em princípio, elegeu Júlio Campos (DEM) e Nilson Leitão (PSDB), mas horas antes da diplomação o ex-prefeito de Sinop dormiu eleito e acordou sem o “trono”, por isso, ela amargou a 2º suplência.

   Se entre os tucanos o clima era de tristeza, já que o partido encolheu ainda mais em Mato Grosso, no PP todos comemoraram as decisões favoráveis a Pedro Henry. Ele conseguiu homologar o seu nome descongelando seus votos e assim, assegurou mais um mandato. Entre as principais lideranças petistas, o único a comemorar foi o ex-secretário de Educação, Ságuas Moraes, que garantiu definitivamente a sua vaga após a saída de Leitão da lista de eleitos.

   Ocorre que se a Justiça descongelasse os votos do tenente Willian Dias (PTB), o petista perderia a cadeira. Já a senadora Serys Marly e o deputado federal e presidente do PT Carlos Abicalil morreram abraçados neste pleito. No início do ano, eles se degladiaram para decidir quem disputaria a senatória. Abicalil levou a melhor e Serys chegou a avisar que deixaria a vida pública. Por fim, concorreu à Câmara Federal, mas não pediu votos para o seu desafeto. O resultado do racha interno pode ser vito nas urnas, nenhum dos dois se elegeu.

    Apesar dos democratas não terem muito o que comemorar, já que participaram da coligação de Wilson, eles conseguiram emplacar Júlio Campos, que após ser conselheiro do TCE e disputar sem êxito a Prefeitura de Várzea Grande, conseguiu mostrar a sua força no Estado. Outro cacique que conseguiu permanecer no poder, mesmo entrando mudo e saindo calado de seus programas eleitorais, foi Carlos Bezerra. Ele é o mais velho da bancada mato-grossense que toma posse na Câmara Federal em fevereiro e durante a corrida eleitoral utilizou o tempo destinado a ele nas TVs e rádios para exibir jingles que contavam a história de sua vida, mas não apresentou nenhuma proposta. Wellington Fagundes, por sua vez, foi o vais votado e conseguiu emplacar o seu sexto mandato com 145.460 votos. Dos 7 deputados federais, que buscaram a reeleição, apenas Thelma foi reprovada nas urnas.

    No Senado, a surpresa foi a eleição do ex-procurador da República Pedro Taques, que nas primeiras pesquisas de intenção de voto figurava como quarto colocado. Na época perdia para Antero Paes de Barros e para Abicalil, mas no final acabou desbancando os dois. Com 708.440 votos assegurou uma das duas vagas. Já o ex-governador Blairo Maggi (PR) teve 1.073.039 e se sagrou como o senador mais votado da história de Mato Grosso.

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