Cuiabá, 05/10/2026

Eleitores de 5 cidades voltam às urnas e as alterações continuam

    A dança das cadeiras nos municípios e o troca-troca de gestões, que começou em 2009, também foi recorrente em 2010. Conforme a legislação, a Justiça só poderia realizar eleições suplementares até dezembro deste ano, mas houve um entendimento e os pleitos continuam em 2011. Em 2010 o TRE fez uma espécie de “força-tarefa” para pôr fim na instabilidade de algumas gestões municipais, comandadas por presidente de Câmaras. Assim, os eleitores de 5 cidades foram às urnas escolher os novos prefeitos.

   Entre os casos mais polêmicos está o da Prefeitura de Santo Antônio do Leverger. Apesar do prefeito tampão Harrison Benedito (PSDB) ter sido eleito, ele ainda não conseguiu se efetivar na vaga por ter tido o registro de candidatura indeferido pelo TRE. O tucano, que era fiscal de tributos na secretaria de Fazenda, não conseguiu homologar o seu nome devido a uma condenação num procedimento adiministrativo. Recentemente, entretanto, reverteu a situação e, por isso, pede ao TSE para que continue no comando da cidade. O caso começou a ser julgado, mas ainda não teve uma definição, que deve ocorrer em 2011.

   Já em Poconé, após uma disputa acirrada entre seis candidatos, foi eleito Arlindo Márcio de Moraes, o Tico de Arlindo (DEM). Ele desbancou até mesmo o prefeito tampão Nei Rondon (PTB), que voltou a atuar como vereador na cidade, após ser apoiado pelo prefeito cassado por compra de votos, Clóvis Martins (PTB).

   Os bastidores desta eleição foram tensos e, em meio às articulações, o ex-secretário de Infraestrutura da Capital Euclides Santos (PSDB) perdeu a chance de disputar a vaga por ter sido derrotado, nas prévias, pela vereadora Ornella Falcão (PSDB). Também disputaram o cargo a vice do prefeito cassado, Meire Adalto (PT), Pedro Fontes (PR) e Rodemilson Gonçalo de Barros (PDT).

   Em Novo Mundo, foi eleito José Hélio Ribeiro (PSB), que teve 2.133 votos. Também disputaram Valério Ortêncio, Sideny de Oliveira e William Fernandes, o Nego. Na eleição suplementar de Campos de Júlio, Dirceu Martins Comiram se consagrou vencedor e passou a comandar a cidade. Já em Ribeirão Cascalheira, onde o prefeito eleito Francisco de Assis, o Diá (PT), teve o mandato cassado por abuso de poder econômico e compra de votos, a população elegeu Adário Carneiro Filho (DEM).

   Troca-troca

   Além das novas eleições, alguns municípios presenciaram um verdadeiro revezamento de prefeitos. Em General Carneiro, por exemplo, a segunda colocada nas urnas, Magali Vilela, assumiu a prefeitura no início de 2009 após a cassação de Juracy Rezende Cunha (PT), o Buchudo, mas em perdeu o trono 20 de agosto de 2010 para o petista, que, enfim, conseguiu reverter a situação adversa.

   Já o caso envolvendo Alto Paraguai teve repercussão nacional, após uma denúncia de suposta venda de sentença favorável à republicana Diane Alves (PR), que assumiu o posto após a cassação do eleito Adair Alves Moreira (PMDB). A decisão favorável à ela faz parte de um inquérito que tramita no STJ, em que juízes e desembargadores são acusados de vender sentenças. O ex-presidente do TRE Evandro Stábile, inclusive, foi afastado do posto. Por fim, Diane assim como Magali, também deixou a prefeitura, que hoje é administrada por Adair.

   Apesar de Magali e Diane terem levado a pior, o segundo colocado Juviano Lincoln (PPS) venceu a queda-de-braço com o eleito Erival Capistrano e administra Diamantino. Desde 2009 os dois se revezam na administração da cidade devido a uma série de decisões da Justiça Eleitoral.