Cuiabá, 01/11/2026

Envenenamento de criança, latrocínio de padre e morte de bombeiro chocam 2016

Várias ocorrências policiais chocaram a população mato-grossense em 2016. O ano foi bastante movimentado e, com isso, Mato Grosso foi destaque no cenário nacional. Entre os casos que mexeram com as opinião pública está o envenenamento de um achocolatado que levou uma criança de 2 anos à morte. A situação foi tão grave que deixou os consumidores da marca do produto em alerta e o governo chegou a determinar a retirada de lotes de circulação.

A criança morreu cerca de uma hora após ingerir o produto e chegou à unidade de saúde em convulsão.  A Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) instaurou inquérito para apurar as causas e, após 8 dias, descobriu que Adônis José Negri, 61 anos, havia injetado o veneno “Era Rato” na bebida. Ele confessou que havia feito isso, pois estava cansado do Deuel Rezende Soares, 27, furtar alimentos de sua casa. Ele então teria preparado o veneno e injetado nas unidades para que o ladrão morresse ao consumir o produto. Os dois foram presos.

Ao invés de consumir os alimentos furtados, Deuel vendia. A família do menino comprou as cinco unidades de achocolatado que teria furtado da casa de Adônis. Todos moram na mesma rua no Parque Cuiabá. Adônis era foragido da Justiça por roubo.

.

Morte do padre João Paulo, Rondonópolis, chocou populares e chegou a desencadear mais violência

Outro assassinato que mexeu com o Estado e movimentou a Segurança Pública foi o homicídio do Padre João Paulo Nolli, em Rondonópolis. Três menores foram apreendidos e confessaram o crime. Depois de matar o religioso, levaram o veículo, a carteira com R$ 65 e o celular. Condenados, os menores vão se submeter à medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado, com avaliações psicossociais a cada seis meses. As medidas socioeducativas cessam quando seus destinatários atingem 21 anos. 

Onda de violência, com morte de padre e execução de 6, altera rotina

Causou polêmica também a morte do aluno do curso de formação do Corpo de Bombeiros Rodrigo Claro, 21 anos, em 15 de novembro, após tratamento na UTI do Hospital Jardim Cuiabá. Ele ficou internado por cinco dias em coma depois de passar mal durante treinamento da corporação e queixar-se de dor de cabeça. Até hoje não foi liberado laudo sobre o que ocasionou a morte, por falta de assinatura. O treinamento foi realizado na lagoa Trevisan, na Capital.

Após o caso, foi aberto um inquérito para investigar as circunstâncias. A tenente Izadora Ledur de Souza, responsável pelo treinamento, e o tenente coronel Revelis negaram que tenham ocorrido perseguições durante o curso de formação e também alegaram que não ocorreram excessos.

O relato deles contradiz os depoimentos de alunos que afirmam, com detalhes, como a tenente Izadora supostamente agiu na prova. “Nisso veio a tenente (Izadora) e deu uns caldos nele, e quando eu via, tentava puxar ele para cima. A tenente estava em cima dele, pelas costas, para tentar afogar o Claro”, disse um deles. O próprio Rodrigo antes do treinamento enviou mensagem para a mãe dizendo estar com medo da tenente.

Pelo menos 17 pessoas já foram ouvidas pela Corregedoria do Corpo de Bombeiros, entre elas os pais de Rodrigo, os três alunos que o tiraram da água, e a tenente Izadora Ledur. A previsão era de que o inquérito policial fosse concluído em 20 de dezembro, mas o prazo foi prorrogado para janeiro de 2017. Já a investigação paralela da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) deve ser concluída até fevereiro.

Facebook

Morte de Rodrigo Claro após treinamento do Corpo de Bombeiro abriu debate sobre método do curso