Cuiabá, 01/11/2026

Quatro prefeitos têm mandatos cassados no Estado e novas eleições são realizadas pela Justiça

Em 2017, quase 60 mil eleitores de Mato Grosso voltaram às urnas para escolher novos prefeitos e vices em Primavera do Leste (a 244 de Cuiabá) e Mirassol D Oeste (a 296 km da Capital). Disputaram, em Primavera, o presidente da Câmara Leonardo Bortolin (PMDB) e a vereadora Carmen Betti. Em Mirassol, a briga pelo voto foi entre Edvaldo Paiva (PSD), Euclides Paixão (PP), André Gimenez (DEM) e Juvenal Caetano (PRB).

Para as duas cidades, a Justiça Eleitoral destinou 232 urnas, sendo 135 de votação e 20 de contingências em Primavera, e 62 de votação e 15 de contingência em Mirassol.

Em Primavera, 39.932 eleitores escolheram Bortolin, que obteve 69% dos votos válidos (17.608) e segue como prefeito até 2020. A adversária Carmen conseguiu 28% dos votos (7.817). Já em Mirassol, Euclides Paixão recebeu 6.344 dos votos válidos, que equivale a 54,96% do eleitorado, e se sagrou prefeito. Em segundo lugar ficou Edvaldo, com 4.159 votos (36%).

Mario Okamura

Prefeitos eleitos em Mirassol D Oeste, Euclides Paixão, e em Primavera Léo Bortolin, na eleição suplementar

Neste município, que conta com 19.328 eleitores, não houve registros de substituição de urnas, nem de pessoas que tenham descumprido a legislação, fazendo boca de urna, por exemplo.

As eleições suplementares nos dois municípios custaram R$ 196,2 mil para a Justiça Eleitoral. Em Primavera, que possui 39.932 eleitores, o gasto com pessoal e encargos sociais foi em torno de R$ 74,8 mil.

Em Mirassol, para a mesma categoria foram destinados R$ 41,3 mil. O valor destinado a outras despesas correntes nas duas cidades foi de R$ 44,2 mil e R$ 35,7 mil, respectivamente.

Prefeitos cassados

Reprodução

Eleições suplementares em Mirassol e Primavera custaram R$ 196 mil para o TRE

Nestas cidades, os prefeitos eleitos tiveram os mandatos cassados. Nas eleições no ano passado, Getúlio obteve 19.057 votos, o que equivale a 64,18%. Apesar de eleito, a candidatura foi indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste ano, em razão da rejeição das contas pela Câmara de Primavera e por uma condenação de improbidade administrativa proferida pelo Tribunal de Justiça.

Depois disso, o presidente da Câmara, Leonardo Bortolin assumiu interinamente a prefeitura. Por Mirassol, Elias Mendes Leal teve o registro de candidatura indeferido. Ele foi o que recebeu mais votos, 7.830 votos, o equivalente a 52,25% dos válidos, mas a votação está "congelada".

Alto Taquari

Antes da realização das eleições em Primavera e Mirassol, os eleitores de Alto Taquari tiveram que retornar às zonas eleitorais, em julho, para escolher um novo prefeito. 

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Fábio Mauro Garbugio venceu eleição suplementar em Alto Taquari em julho

Apoiado pelo grupo do gestor cassado Lairto Sperandio (DEM), o candidato Fábio Mauro Garbugio se sagrou vitorioso na eleição suplementar no município, em 2 de julho, com 2.050 votos, equivalentes a 42,19%. Ele derrotou os adversários Vanderley Santeiro Teodoro (PSDB) e Mauro Andrade da Silva Barbosa (PSD), que obtiveram 2.014 e 795 votos, respectivamente.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral, 6.565 eleitores estavam aptos a votar. O pleito ocorreu tranquilamente durante o dia, sem prisões nem flagrantes de boca de urna. Fabio e o vice-prefeito eleito Marco Aurélio Julien disputaram o pleito pela coligação "Vamos Juntos".

A cidade teve que eleger novo gestor pelo fato de Lairto ter o registro de candidatura indeferido após condenação por ato de improbidade administrativa, que resultou na suspensão dos direitos políticos por cinco anos. Concorreu ao cargo sub judice e obteve 1.976 votos.

Conquista D Oeste

Em março, Conquista D Oeste elegeu Maria Lúcia de Oliveira Porto (PP) como nova prefeita. Ela recebeu 1.110 votos (51,27%) dos quase três mil eleitores (2.864 aptos a votar, pra ser mais exato) que poderiam utilizar as nove urnas disponibilizadas pelo TRE.

A prefeita eleita derrotou por pouco, em números totais, o outro candidato, José Carlos de Oliveira, que recebeu 1.019 (ou 47,07%) votos contabilizados.

Este novo pleito foi decidido porque mais da metade dos votos registrados na cidade, durante a realização das eleições regulares, em outubro de 2016, foram para o prefeito Walmir Guse (PSDB) e Aldeir Farias Simões (PPS), ambos com candidaturas impugnadas posteriormente.