Cuiabá, 31/10/2026

A 100 dias do mundial, apenas nove das principais obras foram entregues

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Principais obras em execução para a Copa. Seecopa não fixa datas mas garante terminar todas

Das 21 principais e maiores obras de mobilidade urbana prometidas pelo governo do Estado para a Copa do Mundo, apenas nove foram entregues até o momento. O Executivo estadual tem usado o fato da Capital ser um canteiro de obras para afastar polêmicas sobre os atrasos. Ocorre que, agora, a cem dias do evento, 12 grandes intervenções ainda não foram concluídas. 

Já foram liberadas para a população o viaduto do Desparaiado, a duplicação da Ponte Mário Andreazza, a trincheira Ciríaco Cândia/Mário Andreazza, a pavimentação da Avenida Mário Palma, a duplicação da Avenida Juliano Costa Marques, o prolongamento da Rua dos Eucaliptos, a construção da ponte sobre o Rio Coxipó (Jardim das Palmeiras), da ponte sobre o Rio Coxipó (Coophema) e da ponte Gumitá. 

A primeira matriz de responsabilidades assinada em 2010 pelo então governador, hoje senador Blairo Maggi (PR), juntamente com o ex-prefeito da Capital Wilson Santos (PSDB), com o governo Federal, previa a implementação do BRT ao invés do VLT. O projeto era fazer três corredores exclusivos para ônibus. Seriam eles o corredor Mário Andreazza, do Coxipó ao Centro e do Aeroporto ao CPA. Essas obras de mobilidade custariam três vezes menos do que é investido com o metrô de superfície. 

A escolha pelo VLT aumentou o número de obras de mobilidade. Muitas delas foram sendo deixadas para trás ao longo dos dois últimos anos. Atualmente, 13 fazem parte do pacote que viabilizará a passagem do modal na Capital, no entanto, apenas os viadutos da Sefaz e da UFMT já estão concluídos. 

Desde o ano passado, o governo do Estado parou de fixar prazos para a entrega de trincheiras, viaduto e pavimentações. Nas duas últimas obras inauguradas, o anúncio de que seriam liberadas foi feito com apenas alguns dias de antecedência. O único prazo estabelecido é maio deste ano, quando, segundo informou o governador Silval Barbosa (PMDB), é que tudo deve estar pronto.

As intervenções que estão em andamento na Capital são: as trincheiras Jurumirim/ Trabalhadores, Santa Rosa e Verdão, além do complexo viário do Tijucal, viaduto Dom Orlando Chaves, duplicação da Estrada da Guarita, duplicação, reforma e reforço de duas pontes sobre o Rio Pari, complementação da Avenida Jurumirim, pavimentação da Rua Camburiú/Cabeceiras, adequação viária da Rua das Mangueiras (9º BEC), trecho 1 da Avenida Parque do Barbado e duplicação da Estrada do Moinho/Avenida Archimedes Pereira Lima.

O secretário da Copa, Maurício Guimarães, afirma que todas as obras estão dentro do cronograma de entrega. A previsão é que estejam prontas entre abril e maio, mas o prazo pode ser prorrogado para junho, isto é, no mês em que o evento mundial estiver ocorrendo.

“Estamos trabalhando muito para que isso aconteça. Todas essas obras que ainda falta entregar estão 50% concluídas, algumas com 90%. O período chuvoso tem impactado muito essas obras. Se continuar nas mesmas condições climáticas de hoje elas serão entregues em junho”, declarou o secretário ao Rdnews.

Ainda segundo ele, o governo tem fiscalizado a execução dos trabalhos diurtunamente para que tudo corra bem e as obras sejam entregues à população, melhorando o trânsito na Capital e em Várzea Grande.

Governador Silval Barbosa corre contra o tempo para inaugurar obras da Copa. Prazo é até meio do ano

A nova previsão de tempo de entrega é dada após quase cinco anos da escolha de Cuiabá como uma das subsedes. O secretário, no entanto, justifica que não havia como prever alguns fatores externos. Além disso, houve ainda os trâmites para o início dos trabalhos, que incluem busca de recursos junto ao governo Federal e processos licitatórios.

 Segundo ele, o atraso nas obras é uma convenção da sociedade. Conforme alega, o cronograma de execução contratado inicialmente possuía uma previsão de execução em termos normais, sem levar em conta outros aspectos. 

 “A ideia é que construiríamos tudo em um passe de mágica. Não tínhamos referência comparativa, é a primeira vez que se faz trincheira em Cuiabá, uma cidade de 300 anos, onde as concessionárias sequer sabem onde passam adutoras e fibras óticas. Quando se leva em consideração todos esses aspectos, percebe-se que as obras estão dentro do prazo, até acima da média nacional”, argumenta o secretário.