É o estado em que nos encontramos afim de podermos viver e conviver. Tudo que recebemos s?o instruções. Cuidado com a bolsa, nao saia com valores e nem documentos importantes. Se alguém lhe abordar, de-lhe tudo o que pedir. N?o reaja, não saia com corrente no pescoço. Não! Não! e Não! Ai, meu Deus, esse estado de alerta em que nós cidadãos devemos estar vinte e quatro horas por dia, seja no lazer, no trabalho ou no seu templo sagrado que é a sua casa, mexe com a nossa saúde física e mental.
E, enquanto você pede a Deus para lhe proteger, quem poderia amenizar em parte essa situação, fica mesmo é discutindo aumento do próprio salário. São os nossos representantes, daí a importância desse período eleitoral. Tem candidato que promete trazer a lua para bem perto de você, para, assim, você não ter que pagar essa indigna conta de luz que todos nos pagamos, em que quase a metade é de imposto. E o que é pior é que você acredita, mesmo sabendo dessa impossibilidade.
Mas, o que é isso? Lavagem cerebral? Não! Acredito que seja um defeito que temos nos neurônios que nos faz, com que esqueçamos o mal que recebemos e as mentiras que nos contaram, para chegarem ao topo dos poderes. Até aí nada de novo. Acontece, porém, que não é mais possível deixarmos ficar como tudo está, tem muita gente perdendo a vida e entes queridos e ninguém mais aguenta viver em estado de alerta constante, o que é prejudicial à saúde. Inclusive a ciência já constatou inúmeras doenças que advém desse estado de estresse camuflado. É bom que saibam disso, é bom que se discutam isso, é bom que reinvindiquemos isso. Nós nascemos e merecemos viver com qualidade de vida e dignidade. Nao é justo vivermos como se estivéssemos numa prisão constante.
No momento, estou passando alguns dias num país, onde o correio deixa uma encomenda na porta da casa e pode ficar ali, meses, dias e ali permanece. Casas sem grades, sem muros, onde prevalece o respeito pelo bem do outro. Vendo isso, chego a ter vergonha, pois sei que uma das consequências de sermos diferentes nisso é a falta de investimentos na educação elementar e desvios de recursos além de quê, não é oferecido lazer e cultura suficiente para suprir a demanda.
Os bairros periféricos não contam com estrutura dignas enquanto ainda se cogitam nos bastidores políticos a remuneração também para presidentes de bairros E o povo? Bem! Boa parcela também pode bater no peito e dizer: mea culpa, mea culpa minha máxima culpa, pois não querem nem saber de política. Nem se interessam saber o que é política e nem o que ela pode ou não fazer para uma nação, um estado, um município, um bairro e pelo próprio cidadão.
Não sabem reivindicar, nao querem perder tempo sugerindo melhorias e acompanhando o cumprimento das promessas feitas. E assim, sem ao menos darmos contas, ficamos descrentes dos políticos, da Justiça e de todos os outros poderes. Os políticos também ficam descrentes dos eleitores. Isso causa estresse dos dois lados e, ao ler sobre esse assunto, senti que estamos vivenciando esse momento, por isso considero oportuno falar sobre esse assunto mesmo de modo elementar para tentar sensibilizar os candidatos desse pleito a encarar essa situação também como responsabilidade deles. Afinal, quem elabora as leis que protegem os contraventores, os menores delinquentes e deixam brechas nas leis para estimular a impunidade?
Quem é que determina porcentagem de recursos para esse ou aquele setor? Então, temos sim, que encararmos a verdade de que estamos vivendo um momento de grande estresse que é a: Síndrome Geral de Adaptação, descrito por Selye que consiste, em três fases sucessivas: Reação de Alarme, Fase de Adaptação ou Resistência e Fase de Exaustão. Sendo que a fase de Exaustão é atingida apenas nas situações mais graves e, normalmente, persistentes. Então vou pular as duas fases e, sem sombra de dúvidas, afirmar que estamos vivenciando já há muito tempo essa terceira fase, a da exaustão.
Talvez, em algum momento da nossa pré-história, o ser humano não necessitasse mais apenas sobreviver, como talvez tenha sido a preocupação absoluta de nossos ancestrais da caverna mas, necessitava também sobreviver socialmente, profissionalmente, familiarmente e economicamente. Não era mais necessário adaptar-se apenas ao aqui e agora, como exigência momentânea de sua trajetória existencial mas, sobretudo, devia adaptar-se ao seu passado, ao seu presente e ao seu futuro. E agora, por acaso está sendo diferente? Evidente que não, talvez a diferença de hoje é que temos o carnaval, o futebol, as musas e as periguetes, que colaboram para distrair o nosso pensamento para que ele nem ouse questionar o porquê das coisas e dos acontecimentos.
Aí vem a depressão, o isolamento e as fugas da realidade através das mais variadas drogas disponíveis no mercado, lembrando aqui que nenhum plano de saúde e nem o SUS, cobre os efeitos colaterais dessa síndrome, por isso, precisamos estar engajados num mesmo objetivo de uma qualidade de vida e de respeito em todos os sentidos, seja qual for o partido político. Afinal é ele quem vai dar as cartas cabendo ao eleitor cobrar.
Inês Martins é produtora cultura, escritora, autora do concurso literário "Casos Lembrados, Casos Contados", direcionado às pessoas com idade acima de 60, poetiza, palestrante da maturidade, vovó blogueira e escreve exclusivamente neste espaço toda quarta-feira - www.vovoantenada.com.br)
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Pai Tomás 17/08/2012
É isso mesmo...chega um momento em que nos cansamos e jogamos as coisas para o alto, e daí vem a alienação. Acho que por isso existe um povo no facebook que até bloqueia os amigos que falam de política.
Fabiana Leal 15/08/2012
Ines, mais uma ótima reflexão sobre o estado em que se encontra o nosso País.É uma pena disser que infelizmente concordo com você. Continue o bom trabalho.
Fabio 15/08/2012
Pensamento profundo, que precisa ser assimilado tanto pelos candidatos a um cargo eletivo, como também a todos os outros poderes , alem dos eleitores. Vale a pena discutir na mesa do buteco, nas escolas, no sal?o de beleza, na sala de espera dos médicos, nas academias , etc... E, como a senhora mesmo diz:precisa ser discutido e que cada um, após saber da relevancia desse estado de espirito pra nossa saúde física e mental, fazer cada um a sua parte e cumprir com o dever de casa. Todos nós, cidad?os temos nossos direitos e deveres e temos que cumprir, pois a nossa liberdade termina aonde começa a do outro. Mas as consequencias acaba sendo de todos. Parabéns e obrigado, dona ines pelo seu alerta. e que o leitor leia, pois tambem somos meios analfabetos no assunto da leitura.
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