São tantos os destemperos que acabamos por amargar um alimento indigesto, que atinge o estômago, o fígado, o intestino, o coração e, enfim, a própria alma. É o prato do momento, variado simbolicamente de dois em dois anos e sempre indicado por especialistas como algo a ser ingerido por todos, pois a indicação diz que faz muito bem a saúde e ao espírito e que jamais deveríamos deixar de saborear as leis elaboradas, as normas de conduta e a própria Justiça, pois ai é que se traça o destino do homem.
“Nós atuamos muitas vezes sem sabermos que nossa ação política está presente em todos os momentos da vida, seja nos aspecto privado ou público. Vivemos com a família, relacionamos com as pessoas no bairro, na escola, somos parte integrante da cidade, pertencemos a um Estado e País, influímos em tudo o que acontece em nossa volta. Podemos jogar lixo nas ruas ou não, podemos participar da associação do nosso bairro ou fazer parte de uma pastoral ou trabalhar como voluntário em uma causa em que acreditamos”.
Aqui terá saneamento básico, aqui vai surgir um grande hospital, ali mais adiante teremos uma escola, um viaduto.... Mas, o que de fato fazem esses homens escolhidos por nós quando chegam ao poder? É lamentável para nós vermos tão brilhantes cabeças pensantes usarem esse potencial todo para desvios de caminhos. Será que é porque encontraram brechas na legislação e ao invés de tentar concerta-las acharam mais cômodo passar por elas? Ou será mesmo a força do caráter que os encaminham para lá ou para cá?
A política, como aprendemos, é uma necessidade imperiosa para a vida humana pois, o homem não é autárquico, depende de outros em sua existência, precisa haver um provimento da vida relativo a todos, sem o qual não seria possível um convívio. harmônico. Para Hannah Arendt, filosofa alemã, também a tarefa da política está diretamente relacionada com a grande aspiração do homem moderno: a busca da felicidade. Com tantos acontecimentos negativos chego a questionar na minha maturidade a minha própria ingenuidade ao constatar que quando se trata de política, a teoria na prática é outra. E, como deve ser difícil o bom político sobreviver em meio a essa tempestade sem se molhar.
É, então, onde questionamos: Estamos felizes com os altos impostos que pagamos? Estamos felizes com nossa educação? Nossa saúde? Estamos felizes com todas as benesses das leis que protegem uma minoria? Estamos felizes com a criação de cargos para acomodar afilhados, onerando assim cada vez mais a folha de pagamento? Estamos felizes vendo fazerem leis que aumentam seus próprios salários e benesses, quando aqui fora, o empresário e os próprios trabalhadores e pequenos empreendedores custeiam tudo isso, debaixo de sol, suor e lágrimas?
Vivemos hoje em um momento em que a política é questionada, pois ela é sistematicamente confundida com as ações dos políticos profissionais, principalmente, pelos maus políticos. Também não podemos achar que política é simplesmente o ato de votar e de ser votado. Fazemos política quando tomamos atitudes em nosso trabalho, quando estamos conversando em uma mesa de bar ou quando estamos bebendo uma cervejinha após uma "pelada" de futebol. Estamos fazendo política quando exigimos nossos direitos de consumidor, quando nos indignamos ao vermos nossas crianças fora das escolas sendo massacradas nas ruas ou nas "Febens" da vida. Conhecemos o Estatuto da Criança e do Adolescente? ou o Código do Consumidor?, E o Estatuto do Idoso? Ah! E a nossa Constituição, nem pensar é grande demais. E que dizer das leis de trânsito que estamos a todo o momento desrespeitando? Até a cor tem seu significado, será que a usam como identificação? Não sei. Será que contagia? A psicologia diz que sim.
A cor vermelha, por exemplo, significa paixão, energia e excitação. É uma cor quente. Está associada ao poder, à guerra, ao perigo e à violência. O vermelho é a cor do elemento fogo, do sangue e do coração humano. Simboliza a chama que mantém vivo o desejo, a excitação sexual e representa os sentimentos de amor e paixão. No contexto religioso, o vermelho é a cor da carne, do pecado, do diabo, da tentação; é a cor que provoca a paixão carnal e o desejo. Na política, a cor vermelha está associada ao espírito revolucionário. É a cor do Comunismo e da ideologia política de esquerda. Bem, tudo isso, é para despertar a curiosidade, pois juro que até eu, estou tentando entender...
Inês Martins é formada em Comunicação Social, autora do concurso literário "Casos Lembrados, Casos Contados", direcionado às pessoas com idade acima de 60, vovó blogueira e escreve exclusivamente neste espaço toda quarta - www.vovoantenada.com.br
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Berenice Oliveira 28/11/2012
Parabéns a dona Ines Martins, maravilhoso o artigo. Finalizo dizendo que falta Deus em tudo e em todos. Plantamos sementes e um dia teremos de colhermos. É o percurso do Criador com a criação. Os olhos de Deus está em todos os lugares, não há nada as escondidas que um dia não venha a luz, sejam os atos bons ou ruins.
elizena monteiro 28/11/2012
Esse artigo é um convite a usarmos os nossos neuronios para', pensar.Coisa que muitos tem preguica de fazer e depois querem chorar o leite derramado.Gostei muito do posicionamento, é isso mesmo.
2 comentários