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Delação de Silval Sexta-feira, 01 de Setembro de 2017, 16:39 - A | A

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delação monstruosa

Pagamento de “mensalinho” a deputados existe desde governo Dante, delata Silval

Airton Marques

Lislaine dos Anjos/G1

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Silval diz que mensalinho existe desde quando assumiu cadeira de deputado em 1999

O ex-governador Silval Barbosa (PSDB) nega ser o criador do pagamento de "mensalinhos" aos deputados estaduais, em troca de apoio irrestrito na Assembleia. Em seu acordo de colaboração premiada (delação), o peemedebista diz que apenas seguiu o mesmo modus operandi de seus antecessores, Dante de Oliveira (falecido) e Blairo Maggi (PP).

Em depoimento à procuradora da República Vanessa Cristhina Sacarmagnani em 5 de maio deste ano, Silval afirma que o pagamento do mensalinho existia desde quando assumiu uma cadeira de deputado, em 1999, quando Dante era governador. O esquema teve continuidade até o fim de seu mandato no Palácio Paiaguás, em 2014.

Conforme o peemedebista, em sua primeira legislatura (1999/2002), o valor mensal do mensalinho girava em torno de R$ 15 mil, tendo iniciado em 1999 com R$ 10 mil mensais e terminado em 2002 no montante de R$ 20 mil.

Durante os quatro anos, tal vantagem indevida era discutida entre a Mesa Diretora e o governador Dante de Oliveira. Nessa época, conforme o depoimento, os pagamentos aos parlamentares não eram realizados por meio do retorno de empresas contratadas pela Assembleia, mas pela propina arrecadada pelo extinto Departamento de Viação e Obras Públicas (Dvop), atualmente a Sinfra.

Os valores, de acordo com Silval, eram levados à Assembleia pelo então secretário de Estado de Fazenda (Sefaz) José Carlos Novelli, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Governo de Blairo

O peemedebista diz que em seu segundo mandato (2003 a 2006), sob governo de Blairo, os pagamentos indevidos continuaram. Ele se recorda de ter participado de uma reunião com o ex-presidente do Legislativo José Riva, Blairo e o ex-secretário da Sefaz Waldir Teis (atual conselheiro).

Na reunião, eles trataram sobre a necessidade de dar continuidade ao pagamento do mensalinho, uma vez que, do contrário, o ex-governador não teria apoio dos parlamentares. Blairo e Teis concordaram com os pagamentos. No entanto, o ex-governador informou que não efetuaria o pagamento em dinheiro, mas, por meio de suplementação orçamentária ao Legislativo.

“Para que lá [Assembleia], a Mesa Diretora conseguisse os retornos com os serviços prestados e aquisições realizadas pela AL”, diz trecho do depoimento.

O peemedebista declara que no ano de 2003 o valor do mensalinho foi de R$ 30 mil e chegou ao fim do mandato, em 2006, no montante de R$ 40 mil mensais para cada parlamentar.

Segundo Silval, 16 deputados se beneficiaram: Campos Neto, Carlos Brito, Chico Daltro, Dilceu Dal’Bosco, Eliene Lima, Hermínio Barreto, João Malheiros, Mauro Savi, Pedro Satélite, Sebastião Rezende, Sérgio Ricardo, Joaquim Sucena, Carlão, Alencar Soares, José Carlos de Freitas e Pastor Nataniel de Jesus.

Na delação, o político afirma que na maioria das aquisições e serviços contratados pela Assembleia havia retorno de propina por parte dos empresários. Entre os serviços, ele afirma o retorno na construção da atual sede do Parlamento e na contratação de serviços gráficos.

“Sendo que os retornos giravam em torno de 15% a 25% dos valores pagos aos prestadores de serviços”, afirma Silval.

Ainda segundo o peemedebista, em caso de aditivos nos contratos, o retorno era de 30% a 50%. Silval confirma que ele e Riva receberam pessoalmente o pagamento de propina da empresa que construiu o novo prédio da Assembleia, de propriedade do empresário Anildo Lima Barros.

O ex-governador diz que quando ocupava a Mesa Diretora do Legislativo chegou, ao lado de Riva, a contrair empréstimos com empresas de fomento para poder repassar as propinas em dia. “Se recordando de ter contraído nessa época empréstimos com Valdir Piran e Valcir Piran”.

Vice de Blairo

Silval declara que entre 2007 e 2010, quando era vice-governador, o pagamento dos mensalinhos continuou da mesma forma. Ele relembra ter participado de reuniões com Riva, Sérgio Ricardo, Blairo e Waldir Teis. A partir de 2008, as reuniões e responsabilidade pela suplementação orçamentária do Legislativo ficou a cargo de Eder Moraes.

Em 2010, quando assumiu o Palácio Paiaguás, Silval afirma ter dado continuidade aos pagamentos ilegais, sempre garantidos aos representantes da Mesa, que foi ocupada, no período, por Riva, Mauro Savi (PSB) e Romoaldo Júnior (PMDB).

Ainda no primeiro ano no Palácio Paiaguás, o peemedebista diz que os parlamentares exigiram o pagamento de um 13º do mensalinho. Além do valor mensal de R$ 20 mil, eles teriam exigido mais R$ 100 mil para a aprovação de projetos orçamentários. O assunto, conforme Silval, foi tratado com os deputados José Domingos Fraga, Wagner Ramos, Mauro Savi e Baiano Filho.

13º do mensalinho

O pagamento do 13º foi feito para a maioria dos deputados, mediante a entrega de 17 cheques da Faculdade Cathedral, que Silval pegou emprestado com o empresário Wanderley Fachetti Torres. De acordo com a delação, os cheques foram repassados aos deputados por meio de Sérgio Ricardo.

No entanto, os cheques arranjados por Wanderley Torres não tinham fundos, o que fez com que Silval tomasse um empréstimo com Ricardo Novis Neves, no valor de R$ 1,7 milhão. Como garantia, ele deixou uma nota promissória assinada como avalista e Sérgio Ricardo como emitente.

Até 2014, os parlamentares recebiam R$ 50 mil.

Regulamentado por lei

Por fim, Silval diz que a atual Mesa Diretora, com o aval dos deputados estaduais e interlocução de Gilmar Fabris, “regulamentou o mensalinho” por meio de Lei.

Segundo o político, a Verba Indenizatória (VI) que era de aproximadamente R$ 18 mil – com o dever de prestar contas -, passou a ser de aproximadamente R$ 65 mil – sem o dever de prestar contas do dinheiro recebido. O montante seria a soma do mensalinho pago até 2014 e a Indenizatória.

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Maria 02/09/2017

O desmatamento também vinha sendo a muito tempo uma atividade forte no estado de MT., isso é devido a revogação pelos deputados e governador Silval Barbosa da lei 235 desde 20/12/2012 da fiscalização e identificação de madeiras,atribuição do INDEA,a causa da revogação da LEI foi porque essa atividade de fiscalização incomodava e incomoda a maioria dos deputados o governo e aqueles que insistem em praticar esse crime ambiental que é a madeira. A JUSTIÇA DIVINA TARDA MAIS NÃO FALHA.

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carlos 01/09/2017

Resumindo: os militares saíram do poder e os políticos foram com força, no dinheiro do povo,

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2 comentários

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