O deputado estadual Wagner Ramos (hoje no PSD, ex-PR), na condição membro da CPI das obras da Copa do Mundo, teria solicitado R$ 10 milhões para isentar o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) de qualquer responsabilidade sobre eventuais irregularidades constatadas durante a condução da investigação.
O parlamentar, segundo o peemedebista, tratou do assunto com o seu filho filho Rodrigo Barbosa. Acontece que Silval estava preso no Centro de Custódia de Cuiabá.
A informação consta no requerimento de instauração de inquérito, assinado pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot. O pedido foi feito com base nos acordos de colaboração premiada de Silval, sua esposa Roseli Barbosa, o filho do casal, Rodrigo, o ex-chefe de gabinete Silvio César Corrêa e o irmão de Silval, Antônio da Cunha Barbosa (Toninho Barbosa).
Wagner teria tido a primeira reunião com Rodrigo, ocasião em que pediu os R$ 10 milhões. Numa segunda, também gravada por Rodrigo, teria sido acertada a quantia de R$ 7 milhões para ser dividida entre os membros da Comissão, mas o pagamento não foi efetivado, pois Rodrigo não mais procurou o deputado estadual. Diante dessa narrativa, Janot identifica o suposto cometimento dos tipos penais de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.
Outro nome citado foi o de Oscar Bezerra, que teria solicitado R$ 15 milhões para isentar Silval de qualquer eventual responsabilidade na CPI. Ele nega. Com Oscar Bezerra na presidência, a CPI das Obras da Copa tinha o deputado Mauro Savi (PR) como relator. Os membros eram Silvano Amaral (PMDB), Wagner Ramos e Dilmar Dal Bosco (DEM).
Outro lado
As ligações para o telefone de Wagner Ramos foram encaminhadas para a caixa de mensagem.







