O setor do agronegócio vem reagindo ao lançamento oficial do novo Plano Safra 2026/2027, realizado pelo governo brasileiro nesta semana. Em nota publicada na agência oficial de notícias da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Brasil (Aprosoja Brasil), o atual presidente, Lucas Costa Beber, que também é presidente na Aprosoja Mato Grosso, destacou que a categoria não necessita apenas de um aumento de números totais, mas também de políticas executáveis que garantam o acesso real dos produtores ao crédito.
"O governo anunciou R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial — acréscimo nominal de cerca de R$ 9 bilhões (1,7%) em relação ao ciclo anterior. À primeira vista, parece continuidade de crescimento. No entanto, a composição revela retrocesso relevante: os recursos para custeio e comercialização caíram de R$ 414,7 bilhões para R$ 384,9 bilhões, redução de R$ 29,8 bilhões. Os investimentos subiram para R$ 140,2 bilhões. Considerando a inflação acumulada recente de cerca de 4,4%, o plano representa, em termos reais, uma contração de aproximadamente R$ 13,6 bilhões em relação ao necessário para manter o poder de compra do crédito da safra anterior", escreveu Lucas.
Lucas explica que esse processo não é um evento isolado. Segundo o presidente, nos últimos três anos o setor tem visto o crescimento dos volumes anunciados, mas também presenciado uma mudança de estrutura que acende um alerta: a redução das linhas de crédito tradicionais, equalizáveis e controladas, e a expansão acelerada da Cédula de Produto Rural (CPR) e de recursos livres de mercado.
"Na safra 2025/2026, até maio de 2026, o crédito rural empresarial contratado (sem Pronaf) somou R$ 433 bilhões, queda de cerca de 5% frente ao mesmo período anterior. Retirando a CPR, a retração nas linhas tradicionais foi de aproximadamente 14%. A CPR, por sua vez, cresceu e passou a representar mais de 42% do total, contra 37,4% no ciclo anterior", especificou Beber.
O presidente pontua que, para o setor, não basta que seja ampliado o volume nominal se o produtor chega ao ciclo com crédito mais seletivo, caro e condicionado. "Parte significativa dos recursos anunciados acaba sendo consumida pela rolagem ou reorganização de passivos anteriores, em vez de financiar nova produção, comercialização e giro da safra", argumenta.
Com relação ao endividamento citado por Lucas, ele exemplifica: "a inadimplência no crédito rural para pessoas físicas atingiu patamares recordes de 7,4% a 7,6% em meses recentes, segundo o Banco Central". Beber finaliza, reforçando a necessidade de políticas que garantam "o acesso do produtor ao crédito e condições justas de reorganização do passivo".
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ZE DA JUQUIRA 04/07/2026
Aprosoja fascistas vcs são uns saco sem fundo , saqueiam os bancos publicos todos anos, esse 520 bilhoes do plano safra e so para vcs plantarem ,vcs estão em tudo no governo , BNDS , CAIXA, BANCO BRASIL etc . Tenham vergonha na suas cara lavada, so vcs são ajudado pelo governo , vcs tem juros baixissimo tem carencia para começar a pagar . Tudo que vão comprar e o governo quem banca pra vcs , caminhões , colheitadeiras, maquinarios ate as calcinha de suas mulher e comprada com dinheiro publicos. Voces não são a ultima bolacha do pacote como se acham o Brasil tem empresa pequenas que pagam muito mais impostos que vcs e não tem esse tipo de ajuda, seus gananciosos fascista lambe botas de miliciano .
Spock 04/07/2026
Não pega então. Plantem com os próprios recursos.Vendam seus aviões e caminhonetas.
Maycon 04/07/2026
Somente lembrando aos desavisados que as exportações são isentas de impostos, ou seja, desse valor pouco o agro contribuiu, saiu do lombo dos assalariados a quem o agro em muitas vezes explora.
Andre 04/07/2026
Engraçado não é o agro que vive anunciando aos quatro ventos que ele leva o Brasil nas costas. E o Brasil banca esse valor para eles? Deveriam ter orgulho de dizer não precisamos de dinheiro público, igual falam do bolsa família.
Angelo 03/07/2026
Pagar o Banco do Brasil eles não querem né? O universo não gira em torno do umbigo dessa galera ! Acordem !
ROBSON 03/07/2026
Vejo que a única saída para esses sacos sem fundo é o governo pegar todo o dinheiro dos impostos pagos pelos verdadeiros trabalhadores brasileiros e doar para o agro. Nunca está bom, sempre é pouco, o pequeno produtor que realmente planta e cultiva alimentos para alimentar as famílias recebem menos e não reclama tanto.
6 comentários