O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou possíveis punições aos prefeitos do partido que abandonaram o projeto eleitoral do senador e canddiato ao governo, Wellington Fagundes (PL), para apoiarem a reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos) nas eleições deste ano. Segundo ele, expulsar os infiéis não resolveria o problema e nem atrairia mais votos para Wellington na corrida eleitoral.
Questionado sobre o tema durante coletiva nesta terça-feira (29), Abilio se esquivou inicialmente, citando que outros partidos também estariam sofrendo com os "infiéis" e que atualmente o conceito de fidelidade partidária não tem sido levado tão à risca. "Eu acho que se for fazer expulsão de candidato por manifestação de apoio a outro grupo político, vai ter que expulsar um monte de tudo quanto é lado".
"Acredito que à medida que o tempo tem avançado, o tema de fidelidade partidária tem se diminuído. E as pessoas estão tendo fidelidade a pessoas e não a partidos, certo? E a projetos políticos e não a um partido político em si [...] Eu tenho buscado respeitar o meu partido e o meu posicionamento já foi claro sobre isso. Não vou entrar em conflito com o meu partido por respeito ao próprio partido, até porque quando fui candidato precisei dele", disse.
Abilio alega que é amigo íntimo de Pivetta e não poderia fazer campanha contra ele e nem a favor de Wellington, embora estejam no mesmo partido. Abilio chegou a fazer parte do grupo de prefeitos contrários a aliança do PL com MDB no estado, tendo recorrido ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em acordo, a direção nacional não cobrou compromisso com o MDB, mas manteve o entendimento de infidelidade partidária nos casos de apoio a outros candidatos ao governo. A orientação foi descumprida por prefeitos de duas das três maiores cidades do estado, Cláudio Ferreira (Rondonópolis) e Flávia Moretti (Várzea Grande), que podem ser expulsos.
"Eu acredito que essa linha de expulsar do partido não vai resolver nada e não vai atrair o eleitor. Eu acho que o que atrai o eleitor são boas propostas, bom posicionamento político e um debate mais justo sobre o futuro de Mato Grosso. Eu acho que é isso que vai fazer com que o eleitor escolha o candidato A ou o candidato B para conduzir Mato Grosso para frente", concluiu.
Entre na comunidade do Rdnews no WhatsApp e acompanhe as notícias em tempo real; Acesse






