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ONDA DE VANDALISMO

Irritado com furtos de fios de igrejas, Abilio defende cortar mão e pé de bandidos; veja vídeo

Abilio afirmou que o país vive uma onda de vandalismo e criticou a legislação penal e o governo Lula.

Patricia Sanches

Emanoele Daiane

Abilio Brunini

Irritado com a recorrência de furtos de fiação na Capital, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu a adoção de leis semelhantes às de países que aplicam punições físicas a criminosos, com a amputação de membros.

“Roubaram o fio da igreja. Se eu pudesse decidir como presidente da República e o Congresso, eu mandava um projeto para cortar a mão e o pé de quem rouba fio de igreja. Não aprende, cara, essa lei é muito impune”, disparou durante discurso em evento que marcou a entrega de 597 títulos de propriedade a moradores dos bairros Senhor dos Passos I, Quitandinha e Jardim Fernandes. Em seguida, afirmou que o desabafo era uma manifestação em defesa de leis mais duras.

O gestor, que é evangélico, contou que participou de um evento da Igreja Católica e soube dos furtos de fios em templos religiosos. Abilio também afirmou que o Brasil vive uma onda de vandalismo, especialmente em igrejas evangélicas e católicas, que precisa ser enfrentada.

“E nesse momento de indignação [ao saber do furto], eu lembrei de como o Estado Islâmico, como o Hamas, como esse pessoal lida com essas coisas. Eles cortam as mãos e cortam os pés de quem rouba. E essa pessoa não volta mais a roubar”, declarou.

O prefeito reconheceu que a medida seria exagerada e não representaria o melhor caminho, mas defendeu o endurecimento das leis.

“Quem rouba tem que pagar pelo que rouba. Quem faz essas coisas tem que pagar. Seja dinheiro público, seja dinheiro privado, tem que pagar por essa injustiça. Tem que pagar por essa situação. Não podemos tolerar essa impunidade com quem faz isso”.

“Não dá para tolerar essa lei que deixa impune o infrator. O cara que rouba um celular para a cervejinha ou o cara que vai lá e é um faccionado, que sequestra as pessoas que fazem tudo isso, que torturam, que vão lá, cara, olha lá, torturando as pessoas, cobrando taxa para vender água. O Brasil virou um narco-estado”, finalizou, em crítica ao governo do presidente Lula, que derrotou seu aliado Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.

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