O governador Mauro Mendes (União Brasil) criticou o cenário de impunidade instalada no Brasil e usou como exemplo o caso do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, que atropelou e matou a idosa Ilmes Dalmes Mendes da Conceição, de 72 anos, na última terça-feira (20), em Várzea Grande. Antes do atropelamento, já constava na ficha criminal de Paulo Roberto outros dois homicídios violentos, contudo, ele estava solto.
O primeiro crime ocorreu em 1998, quando Paulo era policial civil no estado do Rio de Janeiro e teria matado o delegado Eduardo da Rocha Coelho a tiros, dentro de uma viatura policial. Em 2004, ele teria matado Rosimeire Maria da Silva, de 19 anos, que, supostamente, seria a amante dele. Para o governador, a morte de Ilmes "não é um caso isolado. É o retrato de um país onde o criminoso perdeu o medo da lei".
"Já tinha matado um delegado, tinha matado uma mulher e matou uma outra mulher em um acidente de trânsito, totalmente premeditado. É lamentável que isso ainda continue acontecendo no país e isso dificulta muito a atuação das forças de segurança no combate aos criminosos aqui em todo o Brasil", emendou ele, destacando as ações do Governo de Mato Grosso em investimentos em Segurança Pública, contudo, indicou que a legislação falha, permite que os criminosos retornem às ruas para novos delitos.
Paulo tentou prisão domiciliar depois do atropelamento que vitimou Ilmes, contudo, o juiz da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, Pierro de Faria Mendes, alegou que o acusado demonstrou desprezo pela vida, por não ter esboçado nenhuma tentativa de frenagem na ocorrência.
Histórico criminal
No primeiro caso, Paulo, à época, chegou a ser preso, mas conseguiu fugir, vindo para Mato Grosso, onde mudou de nome, tornando-se o empresário Francisco de Ângelis Vaccani Lima. Em 2004, na segunda ocorrência, teria matado a amante, que foi acusada de traição e morreu asfixiada em uma banheira de um quarto de motel, no interior do estado.
O caso ganhou repercussão devido à atitude a sangue frio de Paulo, que depois de matá-la, ainda teria decapitado o corpo da jovem e cortado os dedos dela, em uma tentativa de atrapalhar as investigações policiais. Além disso, ele ainda teria descartado partes do corpo nos rios São Lourenço e das Mortes.
A verdadeira identidade de Paulo foi descoberta após ele prestar depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde ainda teria se jogado do quarto andar do prédio em uma tentativa de fuga. Entretanto, acabou hospitalizado em Cuiabá.
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Mercê 24/01/2026
Não use a dor de alguém para fazer protesto, Silva. Tenha respeito com os familiares da vítima, um pouco de bom senso ajuda!
Silva 23/01/2026
Caso Paulo é a mesma comparação do RGA. Esquecer do compromisso para com o servidor, a promessa feita é o que?? Como entender um patrão que promete e não cumpre seus compromissos.
2 comentários