Executivo

Quinta-Feira, 03 de Janeiro de 2019, 21h:46 | Atualizado: 03/01/2019, 21h:56

Mauro revela o caixa zerado, situação de insolvência e deve escalonar folha salarial

Mayke Toscano

Mauro secretariado

Na reunião da equipe, Mauro já admite que Mato Grosso está em situação de insolvência

O governador Mauro Mendes (DEM) classificou a situação do Estado como de insolvência durante a reunião com o secretariado,  realizada na noite desta quinta (3), no Palácio Paiaguás. Embora o conteúdo esteja sendo mantido em sigilo pelo Governo do Estado,   apurou que o democrata confirmou aos integrantes da equipe que o  antecessor Pedro Taques (PSDB) deixou o caixa zerado. A primeira-dama Virgínia Mendes e o vice Otaviano Pivetta (PDT) também acompanharam o encontro.

Por isso, Mauro reafirmou que não existe previsão para pagar o décimo terceiro para os servidores nascidos em novembro e dezembro, comissionados e parte dos lotados nas empresas e autarquias que totaliza R$ 127 milhões. Além disso, o escalonamento da folha salarial de dezembro, que deve ser paga no próximo dia 10, já está sendo considerado inevitável pela equipe econômica do novo governo.

Uma fonte consultada por confirmou que Mauro ainda admitiu que, caso o governo federal não libere os R$ 470 milhões do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX) ainda em janeiro, a folha salarial deste mês, que deve ser quitada em 10 de fevereiro, também deverá ser escalonada. Neste caso, o governador conta com apoio da bancada no Congresso Nacional para assegurar a liberação dos recursos.

A própria equipe de transição alertou Mauro sobre a crise financeira já que apontou déficit de R$ 1,5 bilhão neste ano. Além de deixar o governo com décimo terceiro de parte do funcionalismo pendente, Taques também escalonou a última folha sob sua responsabilidade. O Executivo também deve para praticamente todos os fornecedores do Estado.

Na posse, Mauro abordou o assunto. Declarou que Mato Grosso entraria em “recuperação judicial” diante da situação de descontrole das finanças públicas que está herdando do antecessor.

Na reunião, os 15 secretários também puderam  mostrar a realidade de cada pasta. Também  foram definidas diretrizes para a próxima semana de trabalho. Na próxima  terça (8), o governador irá conceder entrevista coletiva de imprensa para tornar pública a situação do Estado.

Secretariado

Os 15 secretários de Estado são Marcelo Padeiro (Infraestrutura;  Mauren Lazaretti ( Meio Ambiente); Cesar Miranda;  Basílio Bezerra  (Gestão e Planejamento); Allan Kardec (Cultura, Esportes e Lazer);  Rogério Gallo (Fazenda);  Alexandre Bustamante (Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos;  Rosamaria Ferreira de Carvalho (Trabalho e Assistência Social); Marioneide Kliemaschewsk (Educação); Gilberto Figueiredo (Saúde); Mauro Carvalho (Casa Civil); Emerson Hayashida (Controladoria Geral do Estado); Nilton Borgato (Ciência, Tecnologia e Inovação) ; Silvano Amaral (Agricultura Familiar)  e Francisco de Assis da Silva Lopes (Procuradoria Geral do Estado).

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Comentários (21)

  • alexandre | Sexta-Feira, 04 de Janeiro de 2019, 21h00
    0
    0

    30 dias de atraso, vai quebrar o comercio de cuiaba...

  • Juca | Sexta-Feira, 04 de Janeiro de 2019, 17h42
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    0

    FEX ja veio antes do final do ano, mas ele com seu Pedrinho, armaram para pagar agora em janeiro, para que MM saísse como Salvador da Pátria. Próprios fncionarios ja revelaram isso, que o dinheiro está em caixa.

  • Juliana | Sexta-Feira, 04 de Janeiro de 2019, 17h16
    4
    0

    Mato Grosso nunca vai encontrar o progresso por causa do modelo atual do agronegócio. A isenção de impostos sobre a exportação impede que Mato Grosso crie uma indústria própria e ao mesmo tempo deixa a conta dos impostos somente para os pobres.

  • Lúcio | Sexta-Feira, 04 de Janeiro de 2019, 17h15
    2
    0

    Mais quatro anos de uso dos meios de comunicação do estado para atacar os servidores, os secretários do MM são os mesmos do Taques. Enquanto isso espero que a sangria da corrupção seja atada porque esse sim é o grande problema de Mato Grosso.

  • Wesley | Sexta-Feira, 04 de Janeiro de 2019, 17h14
    2
    0

    Renúncias fiscais: 415 empresas beneficiadas (ou seja, todas as grandes empresas) e o grandes produtores rurais. A conta nunca vai fechar. Financiam toda as campanhas. Até servidores públicos eleitos, como a Dra Selma Arruda se curvam a seus interesses. Fecha logo os hospitais públicos, fecha logo os batalhões da PM (No governo Taques não tinha sequer combustível para as viaturas), fecha os corpos de bombeiros militar, fecha as escolas, ao invés de rotularem os servidores como se fossem eles os culpados pela corrupção e aparelhamento do estado.

  • Júlio | Sexta-Feira, 04 de Janeiro de 2019, 17h13
    3
    0

    Há aqueles que contribuem: servidores 27,5% de imposto de renda descontado em folha pequenos comerciantes, pequenos empresários, pequenos e médios produtores rurais e há UMA CASTA PRIVILEGIADA que não contribue: 415 GRANDES EMPRESAS de Mato Grosso são isentas e ainda a exportação de commodities agrícolas, ou seja, os barões do agronegócio. Os menos afortunados tem sustentado esse estado, mas isso é ultrajante e insustentável.

  • Davi | Sexta-Feira, 04 de Janeiro de 2019, 17h12
    4
    0

    De acordo com o Ministério da Agricultura, Mato Grosso é o estado que mais exportou produtos do Agro em 2018, ultrapassando SP, MG, RS e PR. Até julho deste ano, o estado exportou, em dólares, mais de 10 bilhões, o que daria na moeda nacional em torno de 40 bilhões de reais. Mas isso pouco agregou ao Estado, seja na arrecadação de tributos, seja na geração e emprego ou de renda. E por uma razão muito simples: toda essa produção exportada estava isenta do pagamento de tributos em razão da Lei Kandir (LC87/1996), conhecida como lei da desoneração das exportações. Os que reclamam da estabilidade dos servidores são os mesmos beneficiados com isenções fiscais imorais.

  • news | Sexta-Feira, 04 de Janeiro de 2019, 12h28
    11
    0

    Todo político é assim: promete o mundo e o fundo, quando ganha ai começa o martírio para a sociedade. não tem dinheiro no caixa, vai reduzir os gastos..., e os políticos sempre saem mais ricos, que coisa engraçada! abre os olhos, eleitores!

  • news | Sexta-Feira, 04 de Janeiro de 2019, 12h12
    10
    0

    Quanto pessimismo! a palavra é viva e eficaz (Hebreus 4/12). Moço do céu, vamos ser mais otimista e trabalhar mais. Tá igual taxis.

  • Xomano | Sexta-Feira, 04 de Janeiro de 2019, 10h34
    7
    6

    Só trocou o chicote, mas ainda bem que foi pro menos pior, imagina se tivessem elegido Moises (PSOL) ou Fagundes (PR)...

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