O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou nesta terça-feira (9) que a pasta aguarda o aval do Tribunal de Contas da União (TCU) para realizar o leilão da concessão da Ferrogrão, ferrovia que ligará os municípios de Sinop a Miritituba (PA), em um trajeto de aproximadamente 933 km.
A expectativa é que os ministros do TCU analisem o caso no segundo semestre deste ano. O processo foi enviado ao órgão após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que validou, em maio deste ano, a lei que que reduziu a área ambiental preservada do Parque Nacional do Jamanxim (PA) e viabilizou a construção da ferrovia.
Santoro destacou que o projeto da ferrovia ficou 13 anos parado e em 2023 a pasta iniciou as tratativas junto ao STF para atualizar o projeto. Foram realizadas audiências públicas com a população afetada com a ferrovia, houve uma mudança no traçado dentro do parque e a realização de um levantamento do custo-benefício da obra, incluindo a inclusão de um investimento de R$ 1 bilhão para a compensação ambiental do empreendimento. “Isso deu tranquilidade para o Supremo de que tudo ia ser feito de maneira correta, obedecendo a legislação”.
A expectativa do ministério é a de que a ferrovia, que servirá para o escoamento de grãos aos portos do Arco Norte, retire da BR-163 mais de 5 mil caminhões por dia, o que resultará na maior retirada de carbono da atmosfera do país. “Este é um projeto ambientalmente sustentável, e ele vai ser fundamental para o desenvolvimento desse corredor logístico que a gente chama de Arco Norte”.
Santoro lembrou que o Arco Norte há 20 anos atrás exportava 10 milhões de toneladas e hoje é responsável pela exportação de quase 60 milhões de toneladas de grãos. O custo estimado da ferrovia é de R$ 33 bilhões.
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