O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) teria dito na delação premiada, homologada pelo STF, que foi orientado pelo então prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) e pelo ministro da Agricultura senador licenciado Blairo Maggi (PP) a se aproximar do então candidato ao governo Pedro Taques (eleito), para que não investisse pesado na campanha do adversário ao governo Lúdio Cabral (PT).
Em troca, Taques, que tinha a preferência do eleitorado para vencer o pleito, não iria “olhar no retrovisor” e investigar as contas da gestão do peemedebista. Silval teria exigido que Taques assumisse pessoalmente o compromisso.
A informação foi divulgada pela TV Centro América, afiliada da Rede Globo, nesta terça (22). Segundo a reportagem, após a exigência, Silval teria firmado o acordo na casa de Mauro Mendes, com a presença de Taques e Blairo. À época, o partido de Silval compunha o grupo do petista com a indicação da vice da chapa então deputada Teté Bezerra (PMDB).
A reportagem revela ainda que Taques não teria gostado que secretários de Silval estivessem na campanha de Lúdio. Silval disse ainda que Mauro Mendes pediu para que doasse R$ 20 milhões para a campanha do hoje tucano a fim de garantir que o acordo estava de pé.
Tempos depois, Mauro deixou a coordenação da campanha e, segundo Silval, foi subtituído por Alan Malouf, que teria mantido as conversações. Alan, hoje, acusa Taques de caixa dois ao pagar R$ 2 milhões para a campanha não declarados.
Outro lado
À reportagem da TV CA, Alan Malouf, que está em prisão domiciliar em decorrência da Operação Rêmora, disse que vai falar sobre o caso à procuradoria geral da República, em momento oportuno. Blairo Maggi disse que jamais esteve em reunião política com Silval Barbosa, Pedro Taques e Mauro Mendes sobre eleições de 2014, muito menos declarou apoio a qualquer dos candidatos. Não conseguiram falar com o ex-prefeito Mauro Mendes.
Em nota enviada há pouco, o governador Pedro Taques diz que Silval Barbosa é um de seus inimigos políticos, ao lado de João Arcanjo Ribeiro, Hildebrando Pascoal e José Geraldo Riva e que nunca fez acordos com tais pessoas.
Sobre as investigações das contas do pemeedebista, Taques diz que seu primeiro decreto (001/2015) determinou a suspensão de pagamentos e auditagem de todos os contratos da gestão anterior. "Talvez por essa razão o ex-governador atribua a Pedro Taques a responsabilidade pelas ações judiciais e operações policiais que levaram à prisão não apenas de Silval Barbosa, mas de sua esposa e um de seus filhos."
Em relação às doações eleitorais irregulares, o tucano diz tratar-se de mais uma leviandade criminosa daqueles que se utilizam do instrumento legal da Delação Premiada para fazer vingança pessoal ou comércio para atender interesses outros e reforça que sua prestação de contas da campanha de 2014 foi aprovada pela Justiça Eleitoral por unanimidade.
- Íntegra da nota do governo
- O Governo do Estado de Mato Grosso vem a público esclarecer o que segue:
- 01 - O Governo do Estado não tem conhecimento sobre o teor da delação feita pelo ex-governador Silval Barbosa até a presente data.
- 02 - O governador Pedro Taques lembra que foi adversário do ex-governador nas duas eleições que disputou, sendo a primeira para senador, em 2010, e a segunda para governador, em 2014.
- 03 - O governador lembra ainda que possui vários adversários e desafetos na vida pública, inclusive políticos, entre os quais João Arcanjo Ribeiro, Hildebrando Pascoal, Silval Barbosa e José Geraldo Riva. E que nunca fez acordos com tais pessoas.
- 04 - Com um histórico de 15 anos atuando no Ministério Público Federal, Pedro Taques tem uma história de combate ao crime e aos criminosos. Como governador, seu primeiro decreto (001/2015) determinou a suspensão de pagamentos e auditagem de todos os contratos da gestão anterior. Talvez por essa razão o ex-governador atribua a Pedro Taques a responsabilidade pelas ações judiciais e operações policiais que levaram à prisão não apenas de Silval Barbosa, mas de sua esposa e um de seus filhos.
- 05 - Quanto às ilações sobre eventuais doações eleitorais irregulares, trata-se de mais uma leviandade criminosa daqueles que se utilizam do instrumento legal da Delação Premiada para fazer vingança pessoal ou comércio para atender interesses outros. Pedro Taques reafirma o que já disse em outras situações: sua prestação de contas relativa à campanha eleitoral de 2014 foi aprovada pela Justiça Eleitoral por unanimidade.
- 06 - O governador aguarda ter acesso à delação para conhecer eventuais acusações contra si para poder se manifestar.
- Cuiabá- MT, 22 de agosto de 2017.
- GCOM – Secretaria do Gabinete de Comunicação do Governo do Estado de Mato Grosso
- .
- Íntegra da nota do ministro Blairo Maggi
- Informo que jamais estive presente em reunião política junto com Silval Barbosa, Mauro Mendes e Pedro Taques, uma vez que não participei efetivamente das eleições de 2014, muito menos declarei apoio a qualquer um dos candidatos.
- Por essa razão, reitero que não convoquei encontros para tratar de acordos que beneficiassem o ex-governador Silval Barbosa.
- Se houve qualquer encontro ou se existia algum interesse em acordos de proteção, foi por parte do próprio Silval Barbosa, uma vez que ele era o governador a época.
- Ressalto que temos solicitado reiteradamente ao STF acesso às colaborações premiadas já homologadas, uma vez que estamos sendo procurados pela imprensa a apresentar defesas parciais, sem mesmo conhecer o teor das informações.
- Por fim, entendo ser lamentáveis os ataques a minha reputação, mas estou com a consciência tranquila quanto às minhas ações e assim que tiver acesso ao teor da delação, usarei de todos os meios legais necessários para me defender, pois definitivamente acredito na Justiça.
- Blairo Maggi








Karol 23/08/2017
Esse Silval tá querendo reduzir a pena mesmo né tacando mer** no ventilador desse jeito.. Viu qq dá não andar na linha? Agora fica ai desesperado... A gente tem que agradecer mesmo por não ser esses políticos e poder dormir com a consciência limpa todos os dias.
alexandre 22/08/2017
tem que investigar, é grave.... , mas coloca a Policia federal, pois há foro privilegiado..
oswaldo da silva junior 22/08/2017
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
3 comentários