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EXPEDIÇÃO 300 Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019, 06:53 - A | A

Sexta-feira, 15 de Novembro de 2019, 06h:53 - A | A

Cavaleiros do Pantanal guiam gado pelo rio e contam desafios da empreitada - veja

Mirella Duarte - Fotos: José Medeiros

O nascer e pôr do sol tem guiado o caminho de geração após geração. Cavalgando nas zonas pantaneiras, tempos de cheia ou quando tudo está seco, ao conduzir o gado por um percurso difícil entre os horizontes e imensidão. 

José Medeiros

Homens atravessam o pantanal com boiada reunida

Homens atravessam Pantanal e rio Cuiabá com boiada reunida. Hábito é centenário na região e vem desde que bois eram trazidos de outras regiões do país

Quem conta as dificuldades desse trajeto é Luiz Arruda, o Luizinho, hoje com seus 53 anos, mas que sabe levar o gado desde os 12 anos, quando ainda ajudava seu pai que também se chamava Luiz e tratou de ensinar a filharada desde cedo. 

José Medeiros

Pantaneiros j� est�o acostumados com rotina, mas n�o negam que ela � sofrida

Pantaneiros estão acostumados com a rotina, mas não negam que ela é sofrida. Varam o dia tocando a boiada, montados em cavalos e descansam na noite

Lá se vão mais de 40 anos na lida e Luizinho lembra com saudosismo da época em que o Pantanal ainda não tinha tanta cerca, nem era cheio de donos. Ressalta que era muito mais fácil fazer a travessia do gado. Hoje em dia, entretanto, é preciso ter mais paciência. 

José Medeiros

Vista a�rea mostra animais reunidos e cercados por boiaderos

Vista aérea mostra animais reunidos e cercados por boiaderos que conduzem os animais de maneira segura e sem que eles se percam na mata ou aguaceiro

É um abre e fecha de porteira, conta o gado várias vezes ao dia, aparta, cerca e toca a bicharada que sai pelo aguaceiro cansada - ainda que acostumados pelos guias.

José Medeiros

Luiz aprendeu aos 12 anos a vida de travessia com o pai, ensinou filhos, e segue firme liderando

Luiz aprendeu aos 12 anos a vida de travessia com o pai, ensinou filhos, e segue na rotina

A cada travessia, que começa com o clarear do dia, após tomar um pó de guaraná ralado, são 6 cavaleiros com a missão de levar, em média, 200 animais. Esses homens são retratados na Expedição 300 - O rio das lontras brilhantes: da nascente à foz. "Hoje em dia não morre mais nenhum, antes acontecia", diz seo Luiz.

Ele que ensinou o ofício também para seus os filhos. E conta com a parceria de dona Juscineide, com quem é casado há 35 anos. É ela que a cada despedida aguarda ansiosamente o retorno do companheiro. A marcha dura três dias até levar o gado para um lugar seguro - e a travessia do rio Cuiabá demora entre 1h30 a 2h, dependendo do dia e do ânimo dos animais. O retorno é de barco, por isso é mais rápido. 

A rotina é sofrida. Para cada dia no relento, dormindo a onde a natureza ajuda em uma rede emprovisada, Luizinho ganha R$ 100. "Continuo porque gosto", justifica. A paisagem, com os anos, mudou. Ele conta que  rio está cada vez mai seco - os barrancos estão se desfazendo. O cavaleiro do Pantanal guarda as belas memórias na mente.

José Medeiros

Poesia est� entre cores aquareladas no c�u e vontade dos boiadeiros em trabalhar no meio do mato

Poesia está entre cores e aquareladas no céu e vontade dos boiadeiros em trabalhar no meio do mato - após longo trajeto, retornam para casa e recomeçam

Fica mesmo é a memória e o sol mudando de lado - entre o começo e fim do dia - que nem a família que atravessou a vida, não apenas dos animais, mas do pai e dos filhos, pra descrever com poesia as paisagens e a travessia dos animais.

José Medeiros

S�o tr�s dias de passagem e anoitecer depois de um dia longo d� espa�o para contar hist�rias

São três dias de passagem. No anoitecer, depois de um dia puxado, há espaço para contar histórias no acampamento. Prosas variam de lendas ao passado

Álbum de fotos

José Medeiros

Bichos já estão acostumados a seguir viagem

José Medeiros

Chapéu ajuda a proteger de sol quente e temperatura alta no pantanal

José Medeiros

Travessia também tem o momento de descanso

José Medeiros

Animais seguem passando pelo rio e, do lado de fora, só é possível ver as cabeças dos bois

José Medeiros

Momento é de cheia no Pantanal

José Medeiros

Pantanal vive outro momento, após décadas, rios são mais secos e os barrancos caem

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Cavalos fazem parada de descanso

José Medeiros

Local está bastante verde e revela belezas naturais

José Medeiros

Homens atravessam o pantanal com boiada reunida

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MOSSUETO 29/11/2019

O homem só não encontrou solução para a morte, quando garoto, conversava com o meu biso, vaqueiro no pantanal, e este relava historias das barbaridades que o felino provocava no gado, então, eram inimigos mortais e quando estes se entravam, um tinha que morrer, e isto me fez não querer conhecer o pantanal, e hoje, vejo que é possível ir conhece-lo a fundo em segurança e o mais incrível é que essa nova relação, é mais uma fonte de renda para todos os pantaneiros, sem nenhum prejuízo a natureza. O homem só não encontrou solução para a morte, quando garoto, conversava com o meu biso, vaqueiro no pantanal, e este relava historias das barbaridades que o felino provocava no gado, então, eram inimigos mortais e quando estes se entravam, um tinha que morrer, e isto me fez não querer conhecer o pantanal, e hoje, vejo que é possível ir conhece-lo a fundo em segurança e o mais incrível é que essa nova relação, é mais uma fonte de renda para todos os pantaneiros, sem nenhum prejuízo a natureza.

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