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Judiciário Quinta-feira, 20 de Agosto de 2015, 18:30 - A | A

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Roseli seria a chefe da organização criminosa e recebia 40% da propina – veja como funcionava o esquema

Gabriele Schimanoski

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Segundo o Gaeco, parte da propina arrecadada foi utilizada para o pagamento de dívidas de campanha eleitoral, em 2012. Quem coordenava era Silvio César

O empresário, dono do Instituto de Desenvolvimento Humano (IDH) e do Instituto Concluir, Paulo César Lemes, foi quem delatou todo o esquema de desvio de dinheiro público, nos contratos da secretaria estadual do Trabalho e Assistência Social (Setas). De acordo com Lemes, a ex-primeira-dama e ex-secretária Roseli Barbosa era a líder da organização criminosa e ficava com 40% do valor desviado.

Segundo o empresário, o esquema funcionou, entre 2012 e 2013, e era dividido em duas fases. A primeira consistia na criação fictícia de instituições privadas, sem fins lucrativos, para executarem convênios de demandas vinculadas ao fomento do trabalho e assistência social, em Mato Grosso.

Em seguida, um convênio entre a Setas e os institutos fantasmas era elaborado. Por fim, os envolvidos combinavam sobre a propina que seria devolvida a cada um, por meio do superfaturamento dos valores dos serviços a serem executados.

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Ex-primeira-dama Roseli Barbosa, que chefiava esquema criminoso no Estado

Destas instituições fictícias é que saíram, por exemplo, as apostilas de péssima qualidade para cursos profissionalizantes, na qual o objetivo era qualificar 3,2 mil alunos, em 60 municípios do Estado, em 160 turmas, totalizando 17 cursos.  No conteúdo, ao invés de constar relatos históricos das cidades mencionadas, ataques foram feitos contra os municípios. O fato gerou a desconfiança do Ministério Público Estadual.

A segunda fase do esquema era basicamente o recebimento dos valores e a devolução da propina. O pagamento do convênio era feito via Setas para o empresário, que fazia a devolução do dinheiro desviado, conforme acerto prévio. Paulo Lemes ficava com 36%, enquanto os empresários Rodrigo de Marchi e Nilson da Costa Farias, também presos, nesta quinta (20), dividiam outros 24%, e Roseli com 40%. A ex-secretária recebia o pagamento em dinheiro, por meio de um intermediador.

A delação premiada foi articulada pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), entre eles chefe do Grupo, Marco Aurélio de Castro. No acordo, Paulo Lemes se comprometeu a devolver o dinheiro desviado através de contratos fraudulentos, sob o montante de R$ 1 milhão.

Dívidas de campanha

De acordo com o Gaeco, parte da propina arrecadada foi utilizada para o pagamento de dívidas de campanha eleitoral. A dívida existente seria entre o homem de confiança do ex-governador Silval Barbosa, o ex-chefe de gabinete Silvio César, com o empresário Paulo Lemes, em virtude de gastos com campanha municipal de 2012, no valor de R$ 418 mil.

Para o pagamento, Roseli autorizou que Silvio não repassasse a ela sua parte da propina, em um dos convênios existentes, 03/2013 Setas/IDH.

Com a autorização, a dívida particular ficou quitada, por meio da “retenção” dos valores que seriam entregues como propina a então primeira-dama do Estado. Silvio também foi preso hoje.

Prisões

Conforme boletim da secretaria estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Rodrigo de Marchi e Silvio César Correia estão no Centro de Custódia da Capital (CCC) e Nilson da Costa e Faria está no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), antigo Carumbé.

 

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Joao Antunes 21/08/2015

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edilson 21/08/2015

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JOSE LUIZ 21/08/2015

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Zé Maria 21/08/2015

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Zé Maria 21/08/2015

Estou envergonhado sinto impotente o que vou falar para meus filhos que estão crescendo em um pais que só tem ladrão como corrigir ´para eles ser boas pessoas meu Deus séra que estas pessoas tem bons sonos

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Homero 21/08/2015

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Taxista 21/08/2015

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7 comentários

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