O ex-secretário Eder Moraes é réu em mais um processo, desencadeado devido desdobramentos da Operação Ararath. Ele e o ex-proprietário da Encomind Engenharia, Comércio e Indústria, Rodolfo Aurelio Borges de Campos, são investigados por lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores. A denúncia partiu do Ministério Público Federal e foi acatada pelo juiz federal Jeferson Schneider, ontem (1º de outubro). Essa é a segunda ação em que Eder se torna réu na Justiça Federal.
O advogado dele, Ronan de Oliveira, disse que eles ainda não foram citados, mas trata-se de um novo processo, em que será necessário arrolar testemunhas, reunir provas e ouvir os acusados. “Não conheço o teor da ação ainda, mas não fomos citados até o momento”, esclarece. Ronan espera a intimação do oficial de justiça para que Eder compareça ao órgão.
A Encomind, conforme as investigações do MPF, seria um dos principais braços no esquema de lavagem de dinheiro. Ela é apontada pelo MPF como receptora de mais de R$ 100 milhões do governo do Estado, entre 2008 e 2010.
As investigações mostraram que pelo menos R$ 11 milhões foram transferidos da conta da Encomind para as empresas Amazônia Petróleo e Globo Fomento Mercantil, das quais Júnior Mendonça, pivô da Operação, é dono.
Mendonça informou à PF ter feito empréstimos a Silval Barbosa (PMDB) e Blairo Maggi (PR) a mando do ex-secretário Eder Moraes. O delator operacionalizava um esquema "conta-corrente", conforme classifica a Procuradoria. O sistema de débitos era amortizado por créditos oriundos de várias empresas, entre elas a Encomind.
Eder, Vivaldo e mais 2 são réus em ação da Ararath; juiz quebra sigilo
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