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Judiciário Terça-feira, 10 de Maio de 2022, 18:47 - A | A

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CASO TONI FLOR

Justiça nega pedido "humanitário" e viúva acusada de matar marido continua presa

Defesa alegou que a acusada tem 3 filhas adolescentes que precisam de cuidado

Beatriz Passos

Reprodução

toni flor e ana flor

O juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão preventiva de Ana Claudia Flor, acusada de mandar matar o próprio marido, Toni Flor. A defesa da mulher solicitou que ela fosse mantida em prisão domiciliar por "questões humanitárias", uma vez que possui 3 filhas adolescentes, mas recebeu negativa ao pedido. 

A Justiça alegou que “a mesma não reúne elementos necessários à cautelar requerida, e é de fácil constatação que as crianças não estão desguarnecidas de cuidados”.

Conforme relatou o juiz, as 3 meninas estão sendo assistidas pela avó materna e passando por acompanhamento com profissionais da saúde. 

A decisão, que foi publicada nesta terça (10), ainda ressalta que Ana Claudia foi a arquiteta intelectual do homicídio que vitimou Toni da Silva Flor, seu marido e pai das menores, e que portanto a segregação cautelar da acusada deveria ser mantida.

Histórico 

Durante a investigação da Polícia Civil, acusou Ana Cláudia de ter encomendado a morte de Toni Flor mediante oferta de pagamento no valor de R$ 60 mil. Contudo, ela teria repassado apenas R$ 20 mil ao homem contratado para realizar o crime. Consta nos autos que os detalhes do crime foram discutidos em reunião virtual via WhatsApp.

Durante audiência de instrução no dia 24 de fevereiro, Ana Cláudia Flor chegou a confessar que mandou matar o marido, o empresário Toni Flor, e disse que conversou os executores, mas logo depois desistiu da ação e não deu aval para concretizar o homicídio.

Apesar disso, Toni Flor foi morto no dia 1º de agosto de 2020, por volta das 7h, na porta de uma academia. 

Após as audiências do caso, o juiz Flávio Miraglia Fernandes determinou que Ana Cláudia de Souza Oliveira Flor seja julgada em júri popular. Na mesma decisão, o magistrado manteve a prisão da viúva e dos suspeitos Igor Espinosa, Wellington Honoria Albino, Dieliton Mota da Silva, e Ediane Aparecida da Cruz Silva, também acusados de envolvimento no caso. 

Além disso, corre em segredo de justiça, uma ação na qual a avó paterna, Leonice Da Silva Flor, das três filhas de Toni e Ana Cláudia, exige a exclusão da acusada da condição de herdeira ou legatária dos bens do finado.

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