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Judiciário Sexta-feira, 02 de Maio de 2025, 07:05 - A | A

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SUPOSTA PROPINA

Sargento Joelson revela “acordo” com aval de Chico 2000 em conversa, diz juíza

Conforme decisão judicial, parlamentares debateriam suposto esquema por meio do WhatsApp

Patricia Sanches e Jacques Gosch

Relatório técnico, elaborado após a análise de conversas, é uma das provas da suposta participação dos vereadores Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB) em suposto esquema de corrupção na Câmara de Cuiabá. É o que revela decisão da juíza do Núcleo de Inquérito Policial (Nipo) de Cuiabá, Edna Ederli Coutinho, que autorizou a deflagração da Operação Perfídia.

No despacho, a magistrada faz referência a uma das transcrições em que Joelson "faz referência a um acordo com o denunciante, com o aval do presidente da Câmara Chico 2000", diz trecho numa referência a João Jorge Catalan Mesquista, funcionário da empresa HB Construções Eireli, que teria pago as vantagens ilícitas.

Diante da suspeita de que as negociatas aconteceriam por meio do WhatsApp, magistrada determinou a quebra do sigilo de todo o conteúdo armazenado nos celulares de Joelson e também de Chico, que é advogado. "[...] pois permitirá aos investigadores analisarem com profundidade as comunicações entre os investigados e, também, aquelas adicionais, viabilizando desvelar a estrutura do suposto esquema de corrupção; as transações financeiras espúrias e seus desdobramentos; e demais informações armazenadas nestes dispositivos, possibilitando a compreensão da extensão das atividades ilícitas".

Montagem/Rdnews

 sargento joelson chico 2000 print

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou no ano passado, após denúncia de que os dois vereadores teriam solicitado propina a um funcionário da empresa responsável pela execução das obras do Contorno Leste para a aprovação de matéria legislativa que possibilitou o recebimento de pagamentos devidos pelo Município no ano de 2023.

Operação

As 27 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, quebra de sigilo de dados telefônicos e eletrônicos, além de sequestro de bens, valores e imóveis, foram determinadas pela magistrada contra os dois vereadores afastados e os outros três alvos da operação - José Márcio da Silva Cunha, Glaudecir Duarte Preza, e Jean Martins e Silva - apontados como sendo um empresário e dois funcionários da empresa supostamente envolvida no esquema.

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