O Tribunal de Justiça negou recurso do Ministério Público Estadual (MPE) contra a condenação da tenente do Corpo de Bombeiros, Izadora Ledur, pelo crimes de maus-tratos contra o aluno Rodrigo Claro. Ela havia sido condenada a um ano de prisão, em regime inicialmente aberto. No mesmo julgamento, também foi negado recurso impetrado pela defesa da militar, que pedia a absolvição de Ledur.
A decisão foi tomada por unanimidade nesta quarta-feira (27), pela Terceira Câmara Criminal. O relator foi o desembargador Gilberto Giraldelli.
Ledur foi acusada pelo MPE por tortura que culminou na morte de Rodrigo, na época com 21 anos, durante Curso de Formação de Soldados, na Lagoa Trevisan, em Cuiabá. O MPE buscava a reforma da condenação para o crime de tortura, com pena que vai de 8 a 16 anos de prisão, além da perda da patente.
Durante o julgamento, em 2021, o Conselho Especial de Justiça Militar desclassificou o crime de tortura narrado na denúncia do MPE e condenou a tenente pelo crime de maus-tratos. Ela continua na fileira do Corpo de Bombeiros.
Relembre o caso
Rodrigo morreu em novembro de 2016, durante treinamento de atividades aquáticas. Após sair do treinamento, ele buscou atendimento médico e foi internado em um hospital, onde não resistiu e morreu.
Consta na denúncia do MPE que os problemas de Rodrigo durante as atividades aquáticas chamava a atenção de todos, mas os responsáveis pelo treinamento utilizaram de métodos considerados reprováveis para castigar os alunos do curso. Rodrigo teria sido submetido a intenso sofrimento físico e mental, com uso de violência.
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JOSE 29/07/2022
Vergonha, simplesmente VERGONHA!
Professor Caramujo 28/07/2022
Eu acho interessante determinados perfis de militares, eles acham porque tem maior patente quem está abaixo deve ser humilhado, até tem alguns que fazem questão de dizer que são militares como se eles fossem a última bolachinha do pacote, são mais importantes que professores e profissionais da saúde e edução e no fim aqueles militares que se enquadram no perfil dessa pessoinha nada mais do que pessoas antiéticas, pois ela esquece que pra chegar na patente que está teve um começo e exatamente a mesma patente que o rapaz assassinado por ela, o Brasil e parte dos militares, dos chefes em geral precisam de mais humanidade e justiça.
Alex r 28/07/2022
Juri popular e pronto!
NOE MONTEIRO DE BARROS 28/07/2022
Até o mais indouto sabe que estão presentes nos autos, o flagrante desrespeito ao Artigo Quinto Inciso Terceiro da CF que diz; ''NIGUÉM PODERÁ SER SUBMETIDO A TORTURA, TRATAMENTO HUMANO E DEGRADANTE''. O semblante desta Ten. demonstra que Ela é capaz de muita coisa, vc que é versado em psicologia faça uma leitura no rosto desta mulher.
4 comentários