Legislativo

Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2021, 15h:45 | Atualizado: 22/02/2021, 16h:16

Botelho anuncia que não vai recorrer no STF: cumpri minha missão na presidência

JLSIQUEIRA / ALMT

Deputado Eduardo Botelho

Botelho decidiu não recorrer da decisão que o impediu de exercer o terceiro mandato na AL 

O deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), destituído da presidência da Assembleia por decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) atendendo reclamatória do partido Rede Sustentabilidade, afirma que deixa o cargo com tranquilidade e vai convocar eleições para a Mesa Diretora como determinou no prazo determinado pelo despacho. Em nota, anunciou que não vai recorrerm deixando, portanto, o cargo que ocupa desde 2017.   

Botelho também disse que nos seus dois mandados na presidência da Assembleia, promoveu “mudanças para melhor” e prometeu continuar exercendo o mandato de deputado estadual para lutar por Mato Grosso “com muita alegria”.

“Essa questão já tinha sido discutida no Supremo e    foi julgada no Supremo há um tempo atrás e que permitia à  Assembleia        Legislativa fazer alterações na Constituição do Estado e que essa não era uma cláusula de repetição obrigatória. No entanto, agora o Supremo mudou o entendimento. Isso é  normal, sempre mudam entendimento. Cabe à nós cumprir. Para mim não tem problema”, disse Botelho em vídeo divulgado nas redes sociais, na tarde desta segunda (22). .

O democrata também prometeu continuar à disposição da sociedade enquanto deputado estadual. Segundo ele, sua missão com presidente da Assembleia foi cumprida.

“Estou muito tranquilo. Vou convocar eleição. Fiz minha missão como presidente muito tranquilo e muito sereno. Tenho certeza que muitas mudanças aconteceram para melhor. Então,  agora é continuar. A vida é assim. Vou convocar eleição e vou continuar sendo o deputado Eduardo Botelho,  a mesma pessoa batalhadora,    lutando por Mato Grosso com muita alegria”, completou.    

Decisão

  Alexandre de Moraes, atendendo pleito do partido Rede Sustentabilidade, concedeu medida cautelar suspendendo a posse de Botelho  para o terceiro mandato consecutivo na presidência da Assembleia. A decisão precisa ser referendada pelo Plenário do Supremo.

Na decisão, Alexandre de Moraes alega que está fixando entendimento conforme os artigos 24 da Constituição Federal e 3º da Constituição de Mato Grosso  no sentido de possibilitar uma única recondução sucessiva aos mesmos cargos da Mesa Diretora.

Com isso, determina a suspensão da eficácia da eleição da Mesa Diretora realizada em 10 de junho de 2020 e a  posse dos parlamentares eleitos nos cargos que já estivessem ocupando o mesmo cargo nos biênios 2017-2018 e 2019-2020.

“Determino, ainda, a realização subsequente e imediata de nova eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso, biênio 2021/2022, vedada a posse de parlamentares que compuseram a Mesa nos biênios 2017/2018 e 2019/2020, nos mesmos cargos”, diz trecho da decisão.

Alexandre de Moraes mandou comunicar à Assembleia para imediato cumprimento da decisão e o Parlamento deve fornecer informações sobre a data da nova eleição no prazo de 48h.

“Após esse prazo, dê-se vista ao Advogado-Geral da União e ao Procurador-Geral da República, sucessivamente, no prazo de 5 (cinco) dias, para que cada qual se manifeste de forma definitiva sobre o mérito da presente Ação Direta. Publique-se.", concluiu.

Leia, abaixo, nota divulgada por Botelho:

Acerca da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou nova eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, a Procuradoria-Geral, embora entenda que a eleição ocorrera dentro da legalidade e constitucionalidade, seguindo o entendimento à época do STF e o que dispõe a Constituição do Estado de Mato Grosso, informa que apresentou ao Presidente da Assembleia Legislativa a possibilidade de recorrer, contudo, o Presidente decidiu que não apresentará recurso e cumprirá a decisão do Supremo Tribunal Federal.

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Comentários (11)

  • Bia Siqueira | Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2021, 23h35
    0
    1

    Será que essas pessoas que criticam tiveram algum pedido negado? Interessante que quando alguém cai tem muita gente vibrando isso fala mais sobre eles mesmo doque da pessoa atacada.

  • Bia Siqueira | Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2021, 22h50
    0
    1

    Será que essas pessoas que criticam tiveram algum pedido negado? Interessante que quando alguém cai tem muita gente vibrando isso fala mais sobre eles mesmo doque da pessoa atacada.

  • Maria jamyli de Sousa Alves | Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2021, 21h12
    1
    0

    A casa da lei, se acomodou e o Supremo fez valer a lei

  • joaoderondonopolis | Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2021, 17h16
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    0

    Teria que anular tudo que foi aprovado em sua gestão.

  • Chico Bento | Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2021, 17h08
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    3

    Sua missão foi cumprida deputado. Mas a constituição foi desrespeitada. Entenda.

  • Marcos Vendedor Shopping | Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2021, 16h52
    7
    2

    Sinto repulsa por Eduardo Botelho.

  • alexandre | Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2021, 16h50
    7
    2

    Botelho tá achando que é Bezerra..antes da fundaçao do MDB ele já era chefe....

  • Túlio | Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2021, 16h38
    7
    3

    Vai tarde esse cupincha do Mauro Pinóquio.

  • joao | Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2021, 16h31
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    2

    Deveria mudar as leis e acabar com reeleição a todos os cargos. Depois de completar o mandato de 4 anos, somente daí a 50 anos para poder candidatar. Agora ficam perpetuando no poder e nós pagando benesses para os políticos.

  • EDNO DAMASCENA DE FARIAS | Segunda-Feira, 22 de Fevereiro de 2021, 16h27
    6
    3

    Ainda há Juizes no Brasil, para fazer cessar ilegalidades que foram tidas como constitucionais pela magistrada plantonista do TJ/MT, que indeferiu minha ação popular, sob o argumento de que eu devia ter ingressado com ADI, sabendo que eu não possuia legitimidade para tal, e que a reeleição do Botelho era constitucional, pois prevista na CE. O Botelho conseguiu ser mais autocrático que o Riva, pois o Riva ao menos se revezava entre a Presidência e a Secretaria. Edno Damascena de Farias

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