JLSIQUEIRA / ALMT
Botelho decidiu não recorrer da decisão que o impediu de exercer o terceiro mandato na AL
O deputado estadual Eduardo Botelho (DEM), destituído da presidência da Assembleia por decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) atendendo reclamatória do partido Rede Sustentabilidade, afirma que deixa o cargo com tranquilidade e vai convocar eleições para a Mesa Diretora como determinou no prazo determinado pelo despacho. Em nota, anunciou que não vai recorrerm deixando, portanto, o cargo que ocupa desde 2017.
Botelho também disse que nos seus dois mandados na presidência da Assembleia, promoveu “mudanças para melhor” e prometeu continuar exercendo o mandato de deputado estadual para lutar por Mato Grosso “com muita alegria”.
“Essa questão já tinha sido discutida no Supremo e foi julgada no Supremo há um tempo atrás e que permitia à Assembleia Legislativa fazer alterações na Constituição do Estado e que essa não era uma cláusula de repetição obrigatória. No entanto, agora o Supremo mudou o entendimento. Isso é normal, sempre mudam entendimento. Cabe à nós cumprir. Para mim não tem problema”, disse Botelho em vídeo divulgado nas redes sociais, na tarde desta segunda (22). .
O democrata também prometeu continuar à disposição da sociedade enquanto deputado estadual. Segundo ele, sua missão com presidente da Assembleia foi cumprida.
“Estou muito tranquilo. Vou convocar eleição. Fiz minha missão como presidente muito tranquilo e muito sereno. Tenho certeza que muitas mudanças aconteceram para melhor. Então, agora é continuar. A vida é assim. Vou convocar eleição e vou continuar sendo o deputado Eduardo Botelho, a mesma pessoa batalhadora, lutando por Mato Grosso com muita alegria”, completou.
Decisão
Alexandre de Moraes, atendendo pleito do partido Rede Sustentabilidade, concedeu medida cautelar suspendendo a posse de Botelho para o terceiro mandato consecutivo na presidência da Assembleia. A decisão precisa ser referendada pelo Plenário do Supremo.
Na decisão, Alexandre de Moraes alega que está fixando entendimento conforme os artigos 24 da Constituição Federal e 3º da Constituição de Mato Grosso no sentido de possibilitar uma única recondução sucessiva aos mesmos cargos da Mesa Diretora.
Com isso, determina a suspensão da eficácia da eleição da Mesa Diretora realizada em 10 de junho de 2020 e a posse dos parlamentares eleitos nos cargos que já estivessem ocupando o mesmo cargo nos biênios 2017-2018 e 2019-2020.
“Determino, ainda, a realização subsequente e imediata de nova eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso, biênio 2021/2022, vedada a posse de parlamentares que compuseram a Mesa nos biênios 2017/2018 e 2019/2020, nos mesmos cargos”, diz trecho da decisão.
Alexandre de Moraes mandou comunicar à Assembleia para imediato cumprimento da decisão e o Parlamento deve fornecer informações sobre a data da nova eleição no prazo de 48h.
“Após esse prazo, dê-se vista ao Advogado-Geral da União e ao Procurador-Geral da República, sucessivamente, no prazo de 5 (cinco) dias, para que cada qual se manifeste de forma definitiva sobre o mérito da presente Ação Direta. Publique-se.", concluiu.
Leia, abaixo, nota divulgada por Botelho:
Acerca da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou nova eleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, a Procuradoria-Geral, embora entenda que a eleição ocorrera dentro da legalidade e constitucionalidade, seguindo o entendimento à época do STF e o que dispõe a Constituição do Estado de Mato Grosso, informa que apresentou ao Presidente da Assembleia Legislativa a possibilidade de recorrer, contudo, o Presidente decidiu que não apresentará recurso e cumprirá a decisão do Supremo Tribunal Federal.
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Bia Siqueira 22/02/2021
Será que essas pessoas que criticam tiveram algum pedido negado? Interessante que quando alguém cai tem muita gente vibrando isso fala mais sobre eles mesmo doque da pessoa atacada.
Bia Siqueira 22/02/2021
Será que essas pessoas que criticam tiveram algum pedido negado? Interessante que quando alguém cai tem muita gente vibrando isso fala mais sobre eles mesmo doque da pessoa atacada.
Maria jamyli de Sousa Alves 22/02/2021
A casa da lei, se acomodou e o Supremo fez valer a lei
joaoderondonopolis 22/02/2021
Teria que anular tudo que foi aprovado em sua gestão.
Chico Bento 22/02/2021
Sua missão foi cumprida deputado. Mas a constituição foi desrespeitada. Entenda.
Marcos Vendedor Shopping 22/02/2021
Sinto repulsa por Eduardo Botelho.
alexandre 22/02/2021
Botelho tá achando que é Bezerra..antes da fundaçao do MDB ele já era chefe....
Túlio 22/02/2021
Vai tarde esse cupincha do Mauro Pinóquio.
joao 22/02/2021
Deveria mudar as leis e acabar com reeleição a todos os cargos. Depois de completar o mandato de 4 anos, somente daí a 50 anos para poder candidatar. Agora ficam perpetuando no poder e nós pagando benesses para os políticos.
EDNO DAMASCENA DE FARIAS 22/02/2021
Ainda há Juizes no Brasil, para fazer cessar ilegalidades que foram tidas como constitucionais pela magistrada plantonista do TJ/MT, que indeferiu minha ação popular, sob o argumento de que eu devia ter ingressado com ADI, sabendo que eu não possuia legitimidade para tal, e que a reeleição do Botelho era constitucional, pois prevista na CE. O Botelho conseguiu ser mais autocrático que o Riva, pois o Riva ao menos se revezava entre a Presidência e a Secretaria. Edno Damascena de Farias
Delcio 22/02/2021
O STF, finalmente, colocando ordem nesse país. Os Anarco-capitalistas e Fascistas raivosos que se cuidem, a hora de vocês vais chegar.
11 comentários