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OPERAÇÃO ESPELHO

Wilson Santos vai presidir CPI da Saúde da ALMT após quase 3 anos de espera

Comissão investigará contratos da SES entre 2019 e 2023 ligados à Operação Espelho; membros serão indicados pelos blocos parlamentares

Jacques Gosch

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada para investigar possíveis irregularidades em processos licitatórios da Secretaria de Estado de Saúde (SES) entre 2019 e 2023, que culminaram na Operação Espelho da Polícia Civil, será presidida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), autor do requerimento que ficou parado por quase três anos até conseguir as oito assinaturas necessárias para instalação. A portaria que oficializa a criação, assinada pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), será publicada nas próximas horas.

Reprodução

CPI da Saúde portaria

Os demais membros serão indicados pelos blocos parlamentares. As indicações devem ocorrer no prazo de cinco dias para, depois, a CPI dar início aos trabalhos.

O Bloco Movimento Democrático Brasileiro já anunciou que indicará sua líder, deputada estadual Janaina Riva (MDB). O Bloco Assembleia Forte, liderado pelo líder do governo Dilmar Dal Bosco (União Brasil), fará a indicação de dois membros. O quinto integrante da CPI será indicado pelo Bloco Parlamentares Unidos, sob liderança de Max Russi.

O requerimento foi apresentado por Wilson Santos em 2023, mas contava com apenas sete assinaturas. No entanto, na semana passada, mais um parlamentar assinou o documento.

“Mais um deputado assinou o requerimento. Eu sempre disse que não iria expor ninguém e cumpri. Não vou revelar nomes. O importante é que alcançamos as oito assinaturas, mas os nomes só serão revelados na publicação, até para evitar pressões”, disse Wilson Santos ao .

Operação Espelho

Deflagrada em 2023, a Operação Espelho apontou a existência de uma suposta organização criminosa que atuava para fraudar e controlar contratos e licitações do Estado durante os dois primeiros anos da pandemia da Covid-19 em Mato Grosso. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), os empresários teriam “auxílio” e orientação de servidores da saúde para concretizar as fraudes. Vinte e uma pessoas chegaram a ser denunciadas. No entanto, o processo acabou subindo para a esfera federal.  

Assessoria

Wilson Santos

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), em resposta à Operação Espelho, deflagrada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), assegurou total lisura nos contratos apontados pelas investigações envolvendo a prestação de serviços públicos em hospitais de Mato Grosso. Em resposta às autoridades policiais, a SES enfatizou que 239 contratos foram formalizados para salvar vidas entre 2019 e 2022, respaldados pelo apoio e fiscalização dos órgãos de controle competentes, inclusive com anuência da Controladoria-Geral do Estado (CGE).

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