O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) tenham cumprido mandado de busca e apreensão em sua residência. Ele também disse estranhar a operação deflagrada nesta terça-feira (20).
“Eu desconheço a operação e eu acho muito estranho. Acho muito estranho, mais de 30 denúncias já da prefeita e busca e apreensão na Câmara não veio, né?”, declarou à imprensa ao chegar à sede do Legislativo, na manhã desta terça. Agentes teriam ido na casa de uma familiar de Wanderley e em um imóvel, onde funciona o escritório dele.
Charles Caetano, secretário Legislativo da Câmara de VG, afirmou à imprensa que, oficialmente, o Legislativo ainda não tem conhecimentos dos fatos, nem sobre qual a acusação ou se existe alguma irregularidade. Um pronunciamento oficial deve sair nas próximas horas.
A manifestação ocorre após o Gaeco deflagrar a operação Cathedra Venalis, que investiga uma suposta compra de apoio político na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, realizada em maio, quando Wanderley foi reeleito.
A eleição, no entanto, acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por desrespeito ao marco temporal estabelecido para esse tipo de escolha.
Na operação desta terça, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em endereços ligados aos investigados nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.
Ao todo, 15 vereadores — 13 de Várzea Grande e dois de Cuiabá — são alvos da investigação, que tramita sob sigilo.
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