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Esquema delivery caiu no gosto dos clientes de alto poder aquisitivo por ser rápido, cômodo e discreto. Na maioria das vezes, clientes pedem pelo celular
Políticos, colunistas sociais, autoridades do Poder Judiciário, filhos de delegados, empresários, advogados, médicos e até jornalistas estão entre os mais de 10 mil adeptos à nova modalidade de compra de drogas, o "Tráfico Delivery". Atualmente, segundo apuração do site
, a distribuição do entorpecente, especialmente a sintética, é feita em domicílio, na casa do comprador, no trabalho e em boates.
A entrega funciona tão bem, que chega a ser mais rápida do que a chegada de uma pizza pedida por aplicativo. Para conhecer este esquema de perto, a reportagem foi a fundo nesse “novo negócio” e mostra, em detalhes, como funcionam as entregas de drogas na Grande Cuiabá.
O esquema, que vem se expandindo cada vez mais, caiu no gosto da elite local por conta da comodidade e, é claro, a tão famosa discrição que alta sociedade exige. Até porque, a maior parte dos pedidos ocorre por aplicativo de celular.
Justamente por essa facilidade, a comercialização delivery vem se expandindo e ganhando adeptos em todo o Estado. Os traficantes fazem entregas em baladas, casas noturnas, condomínios de luxo, cafés, shoppings centers e até repartições públicas.
“Escama Colombiana (um pó considerado a droga da euforia), cocaína, maconha, LSD, Ecstasy, Loló, anfetamina e anabolizantes estão entre as preferidas, revela repórter ”
Para mostrar um pouco de como esse “negócio” lucrativo acontece e a estruturação da rede criminosa, a reportagem entrevistou agenciadores (traficantes), distribuidores e até clientes, que aceitaram falar, mas sem qualquer informação que possa culminar na sua identificação.
A comercialização
Cliente, agenciador, pontos de segurança, traficante e distribuidor. É exatamente nessa ordem que está organizada a pirâmide do esquema de “drogas Delivery” na Grande Cuiabá. Todo esse pessoal se organiza para fazer chegar aos clientes entorpecentes, como a Escama Colombiana (um pó considerado a droga da euforia), cocaína, maconha, LSD, Ecstasy, Loló, anfetamina e anabolizantes.
A entrega propriamente dita é realizada geralmente por motoristas de aplicativo que são contratados por membros da organização para fazer esse tipo de trabalho extra. Estas pessoas entregam a droga em qualquer lugar e no horário determinado pelo cliente.
Durante quatro meses, a reportagem observou a movimentação e a conversa de membros do esquema em baladas e casas noturnas da Grande Cuiabá e presenciou a compra de drogas sintéticas nesses locais.
Uma das substâncias ilícitas mais procuradas nestes ambientes são comprimidos de Ectasy, que ganharam nomes mais atrativos como “Tomorrowland” ou Ikea verde. Eles são os mais vendidos nas baladas. Muitas vezes, esses comprimidos são colocados em bebidas pela própria pessoa ou por terceiros, que os consomem normalmente.
As regras
Em uma balada, a movimentação é grande, mas para conseguir uma determinada droga não é tão simples e o comprador precisa seguir alguns passos, respeitando a hierarquia do esquema. Inicialmente, para ter acesso a um revendedor, o cliente precisa ser apresentado a ele por agenciador.
Em seguida, mesmo em um camarote em plena meia-noite, é necessário que um “ponto de segurança” (outro participante do esquema), confirme a sua indicação para garantir que o “novo cliente” é de estrema confiança e não vai entregar o grupo à polícia.
O próximo passo trata-se da transferência do dinheiro. Na maior parte das vezes, o pagamento ocorre via aplicativo de banco, ainda dentro da boate. Tudo acontece em menos de 30 minutos. Para facilitar, o traficante tem conta em todos os bancos, as vezes no próprio nome, ou de terceiros para receber os pagamentos.
Alguns pagam o valor em espécie ao entregador, que está na festa e faz a entrega de forma discreta.
O mercado
“ É como ligar um aparelho de 110 volts em uma tomada de 220. Esse é o efeito da cocaína com alto teor de pureza quando cai na corrente sanguínea”
ClientePelo menos 200 traficantes, com uma cartela ampla de clientes, atuam de forma autônoma no mercado. Apenas 15% deles são faccionados ao Comando Vermelho. Sendo oficialmente o fornecedor de cocaína em Mato Grosso, o CV é o distribuir do pó.
Isso tem razão de ser. O Comando Vermelho, apesar de ser o maior fornecedor de cocaína de Mato Grosso, distribui o pó, que possui apenas 85% de pureza e não agrada o tipo de clientes que compram a droga delivery, que é “louco” pela chamada “escama colombiana”, cocaína com alto teor de pureza. “É como ligar um aparelho de 110 volts em uma tomada de 220. Esse é o efeito da cocaína com alto teor de pureza quando cai na corrente sanguínea”, explica um cliente.
Os distribuidores dessa “iguaria” têm um forte esquema de busca do material para conseguir atender os 300 clientes que procuram pela droga de primeira. De olho em um mercado em expansão, traficantes atendem a demanda e chegam a faturar R$ 120 por cada grama de pó comercializado.
Já a Maconha conta atualmente com 50 distribuidores que levam o produto de carro ou moto até onde a pessoa precisar. Em alguns casos, inclusive, tem gente que pede o material para ser entregue no trabalho ou em ruas pouco movimentadas. A quantidade de cliente, não é possível estipular, uma vez que é o produto que mais se vende.
















André 22/09/2020
Há expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas. Queira, por gentileza, refazer o seu comentário
DIOGO 06/03/2020
Bela reportagem. Teremos sequencia?
lucas 06/03/2020
eu recebo mas a qualidade caiu nos ultimos tempos!
Aminadabe 06/03/2020
Nem querem mais ir na periferia para nem verem os danos que o tráfico de entorpecentes causam na sociedade, sou a favor que libere tudo essas drogas mas que o Estado discipline firmemente contraventores que hoje se fantasiam de doentes pobres coitados vulgo "usuario".
Felipe Matos 06/03/2020
Como diz o presidente dessa gente, bandido bom é bandido morto. Então já pode mandar para o paredão, essa elite criminosa, corrupta e drogada. Cada droga que os filhinhos de papai compram pelo aplicativo, é um filho de pobre que morre na periferia.
Coringa 05/03/2020
Complicado que tem um pessoal misturando anthrax nessas coisas em alguns lugares. Para quem não sabe o anthrax é uma bactéria (Bacillus anthracis) de ação rápida e altamente mortífera. A infecção acontece em contato ou inalação do pó branco do veneno.
Rodrigo Sensato 05/03/2020
Vamos aos fatos: No Brasil encontra-se droga em qualquer esquina. Não há surpresa na reportagem. A lei de drogas adotada no pais não funciona nao é de hoje.Provavelmente muita gente grauda e engravatada, que defendem a politica atual, devem lucrar nesse mercado negro. A sociedade tem que se convencer, que para travar tal discussao, deve despir-se de ideologias e paixoes religiosas, e pesar os custos e beneficios adotarmos uma politica diferente da atual. Devemos seguir exemplos de sucesso como Estados Unidos, Canada, Hollanda e o Uruguai, que com a liberação da canabis, conseguiram sufucar o narcotrafico e arrecadar dinheiro, que anteriormente iriam pro mercado negro, e agora pode ser usados para investimento do governo.
naldo 05/03/2020
Enquanto os esquerdopatas consomem pão com mortadela, os filhinhos de papai e o gado são abastecidos com drogas ilícitas e wiski!
Alemonstro 05/03/2020
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Alemonstro 05/03/2020
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Alemonstro 05/03/2020
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Breno 05/03/2020
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Maria 05/03/2020
Pois é! Aí fica q só os jovens negros e pobres consomem, traficam droga! Nas escolas particulares de renome, onde estudam os filhinhos bem nascidos, filhotes da gente "de bem", leia-se de bens, não tem. Pq lá só tem anjo. Nas escolas públicas, de periferia só tem drogado ... no imaginário popular é assim ...
Luciano 05/03/2020
A polícia não pega porque não quer...
Juvas 05/03/2020
Mas vcs teriam telefone para contato?
Joao 05/03/2020
Parabéns pela reportagem. Sabemos que o comércio é intenso, mas ainda nos assustados com a organização e quantidade de consumidores. Mais uma vez parabéns pela coragem e risco da reportagem.
Caca 05/03/2020
Para mim não há novidade alguma, pelo que ouvi falar e observar é isso aí.
17 comentários