TRÁFICO DE LUXO

Quinta-Feira, 05 de Março de 2020, 07h:12 | Atualizado: 05/03/2020, 16h:35

EDITORIAL

Reportagens do Rdnews mostram tráfico de drogas delivery na Grande Cuiabá - veja

Divulgação

jornalismo investigativo online

Repórter do Rdnews mostra com detalhes como funciona o esquema e a forma de comercialização de drogas para as pessoas com alto poder aquisitivo

A apuração e a cobertura de ocorrências policiais e das inúmeras modalidades de crimes existentes na atualidade são constantes no cotidiano dos veículos de comunicação, principalmente nos sites de notícias.

Porém, a expansão rápida de um tipo específico de comercialização de substâncias ilícitas, voltada a atender um público de alto poder aquisitivo na Grande Cuiabá, chamou a atenção da reportagem do .

Trata-se do esquema de entrega de drogas sintéticas “delivery”. Uma espécie de “TRÁFICO DE LUXO”, que gera muito dinheiro e garante rendimentos elevados a uma extensa rede de criminosos. Um tipo de tráfico com viés diferente do existente nas periferias, onde a venda da droga acontece em “bocas de fumo”.

Para descobrir a fundo como funciona a venda e consumo de entorpecentes na região metropolitana a repórter Bárbara Sá mergulhou na investigação, que teve duração de 8 meses. Segundo a jornalista, para ter acesso a esse submundo contou com a ajuda de uma “fonte”, que atua no “mercado local” como agenciador.

Bárbara revela que o conheceu ao longo da sua apuração e ele topou mostrar como o esquema acontece. Acompanhada dessa “fonte”, a repórter começou a frequentar casas noturnas e baladas da noite cuiabana, locais onde os agenciadores conhecem seus clientes, a maior parte deles pessoas ricas ou pertencentes a classe média alta.

Na lista das drogas mais desejadas estão a Escama Colombiana (um pó considerado a droga da euforia), cocaína, maconha, LSD, Ecstasy, Loló, anfetamina e anabolizantes. Conforme narrativa da jornalista, esses agenciadores que atuam na noite têm boa aparência, para atender a clientela selecionada e só repassam substâncias da melhor qualidade e, consequentemente, mais caras.

Nesse vai e vem da noite, esses traficantes vão criando uma lista de transmissão e uma tabela com os contatos de toda a clientela. A partir desse ponto, o comércio das drogas sintéticas é agilizado e intensificado. O contato entre criminoso e usuário é feito de forma simples pelo celular. O criminoso passa as variedades disponíveis e os preços, o cliente escolhe o entorpecente de sua preferência.

A entrega do “produto” acontece de forma rápida, sem chamar atenção, em locais como shoppings centers, cafés, e até em repartições públicas. E claro, também nas casas noturnas.

Para mostrar um pouco mais ao leitor de como todo o esquema se desenrola e comprovar a atuação ilícita dos traficantes, a repórter Bárbara além de circular nesse meio, se passou por uma consumidora. Entrou em contato com agenciador, com ajuda de sua fonte, escolheu a droga, fechou valores e recebeu a mercadoria em um grande shopping da Capital. Todo esse processo da compra durou 2 meses.

Porém, para que a produção do material jornalístico pudesse acontecer com segurança a reportagem e a direção do site tomaram todas as precauções legais necessárias. Entre elas, a comunicação do levantamento do material ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Polícia Judiciária Civil (PJC).

Uma notificação extrajudicial, produzida pela assessoria jurídica do site, foi entregue à delegacia Especializada de Repressão (DRE) para notificar a autoridade policial sobre a reportagem e a compra da droga.

Após, aquisição do material pela repórter, o produto foi entregue à Polícia Civil e um Boletim de Ocorrência foi lavrado. É preciso ficar claro, que o interesse do site com a reportagem é único e exclusivo de informar o leitor por meio de um conteúdo jornalístico investigativo, diferenciado e de qualidade.

Ficou curioso em saber como esse esquema acontece? Acompanhe a reportagem completa da jornalista Bárbara Sá disponível na capa do site. Boa leitura!

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Comentários (1)

  • Lodovico Settembrini | Quinta-Feira, 05 de Março de 2020, 10h16
    1
    1

    Iniciativa interessante, mas corrijam aquele texto, pelo amor de Deus. Comecem por "oito mês" e "faixada". Ver erros assim corta todo o barato de ler uma reportagem como essa, com o perdão do trocadilho.

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