Cuiabá, 01/11/2026

Medeiros condena ato do MST em ferrovia e alerta para risco de desemprego vídeo

Reprodução

Senador José Medeiros defende que protesto do MST prejudica setor produtivo do Estado

Em um vídeo gravado e divulgado por ele mesmo, o senador José Medeiros (PSD) aparece condenando o acampamento realizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em uma ferrovia em Rondonópolis.

O senador oficiou o ministro da Justiça Torquato Jardim e cobrou dela ação imediata, via forças de segurança, para o desbloqueio da ferrovia.

Na gravação, o parlamentar afirma que esses manifestantes querem o retorno do ex-presidente Lula e que a ação pode até gerar desemprego.

O senador se referia aos quatro integrantes do MST que fizeram uma fogueira em cima da Ferrovia Vicente Vuolo nesta quinta (27). Por nota, o movimento disse que a ação é em represália ao governo estadual que tem beneficiado o agronegócio em detrimento dos mais pobres.

Medeiros defende no vídeo que o protesto do grupo está prejudicando o setor produtivo de Mato Grosso. Segundo o senador, esse ato pode impactar até na renda dos brasileiros. “Mato Grosso tem poucas rodovias e agora eles estão lá em cima dos trilhos, usando pessoas humildes para fazer bandeira política. Não dá, né, gente? Essa perda vem para a gente porque são milhões de reais de prejuízo por dia e isso vai ser repassado para a população. E se eles não conseguirem passar, os empresários vão demitir e vai gerar desemprego”, argumenta.

O parlamentar acusa os líderes do MST de formar uma “quadrilha”. Ele ainda defende que esses líderes estão alinhados com um grupo de esquerda que tem feito estrago no continente. “Esse pessoal é oriundo do PT, é Stédile (líder do MST), essa turma toda. Esses caras são aliados de Maduro (presidente da Venezuela), de toda essa corja que está acabando com a América do Sul e ainda dizem que é um movimento para acabar com a corrupção. Na verdade eles querem um ‘Volta, Lula’”, defende.

O parlamentar diz, ainda, que deve solicitar a retirada dessas pessoas da ferrovia e que deve pedir para que os responsáveis pela ação sejam processados. Ele discorre que é preciso ter uma postura mais rígida com o MST que não é “um movimento social de verdade”.

Ocupações

Entre as ações mais recentes do MST, na última terça (25) partidários invadiram uma fazenda em Rondonópolis que é de propriedade do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi. Após o caso, o senador José Medeiros comparou o grupo a uma facção.

Além de fazenda de Blairo, o MST ocupou áreas de Coronel Lima (amigo de Temer), em Duartina-SP, e do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, em Barra Mansa, Sul Fluminense. Há também ocupações no Sul e no Nordeste.

Além de Mato Grosso, as manifestações acontecem no Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão.