O secretário-adjunto de integração operacional, coronel da Polícia Militar Cláudio Fernando Carneiro Tinoco, revelou que a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) estuda estabelecer regulamentos e aprimorar as etapas de treinamento dos alunos do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT). A discussão é motivada após o segundo registro de morte de aluno durante o curso. O caso mais recente é do jovem Lucas Veloso Peres, 27, que morreu afogado na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, no dia 26 de fevereiro.
"Essa semana realizamos várias reuniões, recebemos a família, estamos procurando dar todo o apoio. Nós discutimos muito a respeito desse assunto, é um assunto que está em pauta, discutimos muito essas mudanças, o aprimoramento, evitar que aconteçam fatos dessa natureza é de suma importância. Não sabemos o que aconteceu, o fato está sendo apurado, mas se [a morte] aconteceu é porque realmente nós temos que aprimorar algo”, afirmou o secretário-adjunto.
Ainda segundo o coronel, como medida administrativa, a equipe responsável pelo treinamento já teria sido afastada e não estaria mais conduzindo as aulas da turma que deve se formar em breve no Corpo de Bombeiros.
“Não sabemos o que aconteceu, o fato está sendo apurado, mas se [a morte] aconteceu é porque realmente nós temos que aprimorar algo”
Coronel PM Cláudio Fernando Carneiro Tinoco“Todas as medidas administradas foram adotadas. Creio eu que os profissionais responsáveis pelo curso já não estão mais com a equipe que está se formando, até porque poderia causar desgaste na apuração dos atos e os alunos que estão no processo de informação terão a continuidade da melhor forma possível”, completou.
O caso
Lucas Veloso era natural de Goiás e estava fazendo uma aula de salvamento aquático quando teria se afogado. A vítima foi levada ao Hospital H-Bento, onde não resistiu e veio a óbito. Ele foi enterrado nesta quarta-feira (28), em Caiapônia (GO). A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) abriu investigação sobre o caso.
Lucas não é o primeiro aluno a morrer durante um treinamento dos Bombeiros. Em 2016, o aluno Rodrigo Claro morreu durante atividades aquáticas, também na Lagoa Trevisan. A responsável pelo treinamento, a tenente Izadora Ledur, foi acusada de maus-tratos contra Rodrigo, mas teve a condenação prescrita.
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Fátima Borges 07/03/2024
Aprimorar os treinamentos e punir e afastar os culpados pelas mortes desses alunos, estão destruíndos sonhos dos jovens, família pela perda dos seus filhos. E o fato de de terem patente alto sempre acabam sem punição e ainda ganha promoção.
Neuza 06/03/2024
Teve que morrer 2 para ver que estavam errados isso é o Brasil que a vida não vale nada muda o curso agora mas quem morreu não volta mais.
2 comentários